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3 razões que fazem de Moonlight um dos filmes do ano

ExpertFnac
Por ExpertFnac
Em 02/02/2017
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3 razões que fazem de Moonlight um dos filmes do ano

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Desde a sua apresentação no Telluride Film Festival e Toronto Film Festival, Moonlight tem-se assumido como um favorito da crítica internacional. Depois de ter sido galardoado com o Globo de Ouro de Melhor Drama, a obra de Barry Jenkins está agora nomeada para um total de oito Óscares, incluindo Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Ator Secundário, Melhor Atriz Secundária e Melhor Cinematografia.

Mas, afinal, o que faz deste filme algo tão único, tão especial? Há 3 razões, muito simples, que justificam a tua ida ao cinema – espreita.


chironUma história essencial para a nossa atualidade

Moonlight é contado em três atos – Little, Chiron e Black – três palavras que servem para caracterizar a mesma pessoa: Chiron (Alex R. Hibbert, Ashton Sanders e Trevante Rhodes), um miúdo negro que vive uma sôfrega procura pela sua identidade, filho de uma mãe drogada e cujo único amparo é o um drug dealer. Barry Jenkins traz-nos um filme profundamente pesado (de um ponto de vista emocional), mas também um filme que todos devíamos ver.



Realização e Cinematografia

O primeiro plano do filme é um hall de entrada perfeito para tudo o que Moonlight será durante as próximas quase duas horas: uma longa sequência com a câmara em constante movimento, o que nunca permite que o espectador entre numa zona de conforto – antes pelo contrário. A sensação é a de constante instabilidade, um feeling que combina muito bem com o desequilíbrio emocional de Chiron. 

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Um nota especial para James Laxton, o fantástico cinematógrafo que consegue gerar um ambiente extremamente fotográfico – apesar de câmara nunca estabilizar. O seu controlo de luz e tons permite um equilíbrio perfeito no decorrer do filme. A coordenação do trabalho de Laxton e Jenkins foi determinante para o sucesso desta obra.


chiron2O elenco

Se Moonlight não estivesse prestes a tornar-se numa referência de culto, pelo menos poderia gabar-se de ter trazido luz a enormes talentos. Os três atores que nos apresentam os três lados de Chiron são incríveis, especialmente Ashton Sanders, através de quem nos chega a adolescência da personagem. Este é talvez segmento mais cru do filme, mas Ashton corresponde de uma forma incrível – brutal, mas incrível. 


 


Mahershala Ali (Remi de House of Cards) tem uma presença avassaladora (apesar de curta) que lhe valeu a nomeação ao Óscar de Melhor Ator Secundário, e o mesmo se passa com Naomie Harris, a mãe, que está na corrida à estatueta de Melhor Atriz Secundária.

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De referir ainda que se trata de uma história, apesar de tudo, belíssima, contada com um empenho característico de um projeto muito pessoal. Há um intimismo palpável em cada cena, detalhes que nos permitem perceber que Jenkins ambicionou apenas uma coisa: que Moonlight fosse a melhor versão de si mesmo. 

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