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“A minha relação com a FNAC é muito antiga e próxima…”

BlogFNAC
Por BlogFNAC
Em 28/03/2019
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“A minha relação com a FNAC é muito antiga e próxima…”

Desafiámos o Ricardo Araújo Pereira a escrever o editorial da publicação da Festa do Livro FNAC, espreita aqui o resultado ;)

 

A minha relação com a FNAC é muito antiga e próxima, o que é claramente demonstrado pelo facto de eu ser padrinho da FNAC do Montijo.

 

Em princípio, só se convida para padrinho um amigo chegado. Não sei ao certo o que significa ser padrinho de uma FNAC, nem que incumbências especiais o cargo acarreta, mas suponho que, se acontecer alguma coisa ao sr. FNAC, terei de ser eu a tomar conta da loja.

 

Na FNAC procuro sobretudo livros. A seleção é grande, e vai desde as últimas novidades até aos livros mais antigos, além de que se nota um esforço para não deixar de fora editoras mais pequenas, especialmente em lojas como a do Chiado, por exemplo, cuja secção de poesia costuma estar bem apetrechada de livros mais ou menos obscuros.

 

RAP_capa


Quando é publicado um livro meu, a FNAC tem a gentileza de o colocar numa posição de destaque. Nessas alturas, é um pouco embaraçoso para mim frequentar as lojas, mas creio ter encontrado uma maneira bastante eficaz de lidar com esse embaraço.


Quando passo pela zona dos destaques e vejo alguém a folhear o meu livro, aproximo-me devagar e segredo a esse leitor: “Olhe que esse autor não vale muito a pena…” Normalmente, as pessoas reagem com surpresa, porque não é frequente serem aborrecidas pelo autor do livro que estão a folhear. É muito raro acontecer com Shakespeare, por exemplo, que ao que me dizem não se põe com esse tipo de brincadeira parva. Quando vêem que sou eu, muitas pessoas estendem-me o livro e aproveitam para pedir um autógrafo, e eu vejo na cara delas que estão a pensar: “Que maçada, estava só a dar uma vista de olhos mas agora, por educação, sinto-me obrigada a comprar o livro deste palerma.” Enfim, é uma estratégia de marketing como qualquer outra. É provável que, assim que eu viro costas, essas pessoas voltem a colocar o livro, mesmo autografado, na prateleira.


Se alguma vez comprou na FNAC um livro meu que calhou estar autografado para outra pessoa, foi quase de certeza isso que aconteceu.

 

Texto por: Ricardo Araújo Pereira



ESTAR VIVO ALEIJA


estarvivoaleija


Estar Vivo Aleija aborda tanto Kierkegaard como o Candy Crush, como só Ricardo Araújo Pereira consegue. O humorista critica a hegemonia dos telemóveis e das redes sociais, por oposição ao silêncio que tanto aprecia, defendendo sempre acerrimamente a liberdade de expressão. Dos eternos problemas de linguagem que só a RAP apoquentam ao mito da auto-ajuda, passando pelas intolerâncias alimentares e a divergência entre ter filhos ou ser feliz para sempre, este é um livro de reflexões sempre bem-humoradas, como o ex-Gato Fedorento já nos habituou.

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