Billie Holiday

Billie Holiday nasceu Eleanora Fagan Gough a 7 de Abril de 1915 em Filadélfia.  A sua voz e a forma profundamente pessoal de cantar fizeram de Billie Holiday a maior voz do jazz de todos os tempos.O fraseado, a entoação e a sensibilidade, a...
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Billie Holiday

Billie Holiday nasceu Eleanora Fagan Gough a 7 de Abril de 1915 em Filadélfia.  A sua voz e a forma profundamente pessoal de cantar fizeram de Billie Holiday a maior voz do jazz de todos os tempos.

O fraseado, a entoação e a sensibilidade, a intuição de génio na música das palavras, as variações rítmicas, subtilmente desfasadas, teriam uma influência definitiva na história do jazz.

A sua biografia é marcada por dificuldades, desde a adolescência, envolvida em cenários de prostituição e mais tarde, numa profunda dependência de drogas.

Billie, como era chamada em criança, começou a sua carreira ainda nos anos 30 em clubes de Brooklyn e depois em Harlem. O produtor John Hammond ouviu-a cantar e conseguiu que gravasse com Benny Goodman em 1933. Fez a sua estreia como profissional no Apollo Theater em Harlem em 1934, e entre 1935 e 1942, com o pianista Teddy Wilson, iniciou uma série de gravações que a tornaram conhecida, trabalhando ao lado de músicos como os trompetistas Buck Clayton e Roy Eldridge e o saxofonista Lester Young, que lhe inventou a alcunha de "Lady Day".

Nesta altura a sua fama estava ainda bastante restrita à comunidade afro-americana mas as suas atuações ao lado de Count Basie, em 1937, e de Artie Shaw, em 1939, deram-lhe a visibilidade que a ajudou a ultrapassar as barreiras poderosas que impediam músicos negros de trabalhar com orquestras de músicos brancos.

E foram as interpretações emblemáticas de baladas como " God Bless the Child" e "Lover Man" que tornaram Billie Holiday num grande nome do jazz dos anos quarenta.  Nesta década desempenhou o seu único e pequeno papel no cinema, em 1946, contracenando com Louis Armstrong,  em "New Orleans".

Em 1947 o uso de drogas levou “Lady Day” à prisão e a uma consequente queda da sua carreira, incluído a impossibilidade de atuar nos clubes de Nova Iorque.  A saúde e a voz começaram a denunciar os efeitos de uma vida dura mas Billie conseguiu ainda deixar registos memoráveis na década de cinquenta , como a gravação para um programa de televisão de "Fine and Mellow" em 1957.

As suas gravações e atuações posteriores foram muitas vezes atormentadas, mas sempre com uma  qualidade interpretativa superlativa,  com a capacidade de comoverem profundamente quem as ouve.
Morreu em Nova Iorque em 1959.