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Cinema / Séries

Curiosidades que já marcam os Óscares em 2019

BlogFNAC3
Por BlogFNAC3
Em 15/02/2019
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Curiosidades que já marcam os Óscares em 2019

cinema


Estamos em plena contagem decrescente para os Óscares – de tal maneira que as votações finais da Academia estão a acontecer agora, entre 12 e 19 de fevereiro. Enquanto te pões a par de todos os filmes nomeados, descobre aqui algumas curiosidades que marcam esta 91.ª edição.

 

 

Sem apresentador

 

Empty stage

 

Agora é oficial: pela primeira vez em 30 anos, a cerimónia dos Óscares não vai ter um apresentador. Recuemos um pouco: em dezembro de 2018, Kevin Hart era anunciado como o host da 91.ª edição dos prémios da Academia. No entanto, uns tweets do humorista publicados em 2011 vieram à tona e causaram polémica, levando-o a retirar-se. "E agora, quem vai apresentar os Óscares?", foi a questão que surgiu de imediato mas esta resposta já se fazia adivinhar mesmo antes do anúncio oficial: ninguém.

A última vez que os Óscares não tiveram apresentador foi em 1989, numa edição em que, em substituição do monólogo de abertura, a cerimónia abriu com um número musical protagonizado por Rob Lowe e a Branca de Neve e que contou com a participação dos jovens atores-sensação de Hollywood, e o resultado... não foi o melhor. Só nos resta esperar pelas surpresas reservadas para esta edição.

 

  

Então e a categoria de Filme Popular?

Popular movie

Se ouviste falar numa nova categoria nesta edição, de Melhor Filme Popular, e agora não percebes quem está nomeado: não foi um sonho. Realmente esta nova categoria foi anunciada em agosto de 2018, mas, menos de um mês depois, a ideia foi por água abaixo. O motivo foi a onda de contestação que rapidamente considerou que este seria “um prémio de consolação” para blockbusters que, apesar de arrecadarem milhões de dólares, aparentemente não seriam suficientemente bons para constar na categoria de Melhor Filme. Seria, portanto, a oportunidade de filmes de super-heróis, comédias e filmes de terror, por exemplo, que raramente são nomeados, trazerem para os Óscares o público que a cerimónia tem vindo a perder. Mas as várias reações negativas, quer de fãs quer de personalidades do cinema, levaram a que, pelo menos este ano, essa 25.ª categoria não se torne realidade.

 

 

Os estreantes

Rami Malek

No meio dos “veteranos”, várias vezes nomeados na categoria de Melhor Ator – Bradley Cooper, Christian Bale, Viggo Mortensen, Willem Dafoe –, há lugar também para Rami Malek, nomeado pela primeira vez, pelo papel de Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody.

Yalitza Aparicio

Mas se, apesar de ser a primeira nomeação, este não é o primeiro papel do protagonista de Mr. Robot, o mesmo não se pode dizer de Yalitza Aparicio, que, no primeiro papel da vida da atriz, em Roma, conquistou logo uma nomeação para a categoria de Melhor Atriz. Um arranque em grande e que, se ganhar, faz com que se junte ao mesmo “clube” de Shirley Booth, Julie Andrews, Barbra Streisand e Marlee Matlin, cujas estreias no cinema também mereceram logo o Óscar.

 

Sam Elliot

 

Já outros têm de esperar bem mais tempo pelo reconhecimento da Academia. É o caso de Sam Elliott que, aos 50 anos de carreira, está pela primeira vez na corrida aos Óscares, com uma nomeação na categoria de Melhor Ator Secundário pelo papel em Assim Nasce Uma Estrela.

Spike Lee

E na categoria de Melhor Realizador está pela primeira vez Spike Lee por BlacKkKlansman. Esta estreia nas nomeações ao fim de 30 anos de carreira pode surpreender os fãs menos atentos às premiações, se se lembrarem de filmes como Malcolm X ou Infiltrado, mas a verdade é que o realizador ainda só tinha sido nomeado nas categorias de Melhor Argumento Original e Melhor Documentário. Ainda assim, já tem na prateleira um Óscar Honorário, que lhe foi atribuído em 2016; o mesmo ano em que decidiu não comparecer aos Óscares como protesto pela ausência de nomeados negros.

 

  

A quebra de um recorde?

Glenn Close

Pela sétima vez, Glenn Close está nomeada para a categoria de Melhor Atriz, pelo filme The Wife, e de certeza que espera que o 7 seja o seu número da sorte. É que esta é, entre todos os atores e atrizes vivos, a que mais vezes foi nomeada – cinco das quais nos anos 80 – sem nunca ter levado a estatueta para casa. E sim, a verdadeira recordista das nomeações é Meryl Streep, mas, das 21 vezes que foi nomeada, venceu três. Melhor que nada, certo?

 

 

Uma das melhores e das... piores?

Melissa McCarthy

Melissa McCarthy conseguiu, no mesmo ano, ser nomeada para a categoria de Melhor Atriz... mas também de Pior. Calma, não estamos a falar do mesmo filme, nem sequer da mesma cerimónia. O primeiro prémio – e o único dos dois que a atriz deve querer ganhar – é uma nomeação da Academia pelo filme Can You Ever Forgive Me? Já o outro é uma das indicações dos satíricos prémios Razzie (a antítese dos Óscares, que acontece sempre na véspera destes) por não um, mas dois filmes: The Happytime Murders e Life of the Party. Mas este não é caso único: em 2010, Sandra Bullock recebeu pessoalmente o Razzie de Pior Atriz por All About Steve e, no dia seguinte, estava a ser premiada com o Óscar de Melhor Atriz por Um Sonho Possível. Só prova que a vida em Hollywood pode ser muito preenchida, com trabalhos bem distintos.

 

 

We’ll always remember them this way

A Star is Born

Um bom filme não tem de ser necessariamente uma história original. Prova disso é Assim Nasce Uma Estrela, um remake... ou melhor: o terceiro remake. Esta é a quarta versão da história de um jovem talento que consegue chegar ao sucesso com a ajuda de uma estrela em declínio. Todas as quatro versões receberam nomeações da Academia, mas, antes desta última versão realizada por Bradley Cooper, só o original (de 1937) tinha estado nomeado para Melhor Filme. Essa primeira versão não saiu vencedora, mas ganhou o Óscar de Melhor Argumento Original, o que, 81 anos depois, se replica na nomeação de Assim Nasce Uma Estrela para Melhor Argumento Adaptado.

Outro marco a assinalar é que Lady Gaga é a primeira pessoa a ser simultaneamente nomeada nas categorias de Melhor Atriz e de Melhor Canção no mesmo ano. Sabemos o que deves estar a pensar? Então e Judy Garland n’O Feiticeiro de Oz, Audrey Hepburn em Breakfast at Tiffany’s, ou Julie Andrews em Mary Poppins? Bem, os Óscares de Melhor Canção Original nesses casos não foram para as atrizes, mas sim para os compositores – tal como acontece sempre. Só que este ano, além de interpretar “Shallow” em dueto com Bradley Cooper, Lady Gaga também é co-autora da música e, por isso, já pode contar, pelo menos, com esse recorde.

 

 

A chegada dos super-heróis à Academia

Black Panther

Depois de a suspensa categoria de Filme Popular ter sido apontada por muitos como “uma desculpa para dar um Óscar a Black Panther”, um filme com um impacto bem maior do que aquele que se podia antecipar, a verdade é que fez história ao ser o primeiro filme não só da Marvel mas de super-heróis em geral a merecer uma nomeação para Melhor Filme. Podemos pensar neste marco como o culminar de um percurso que começou há dez anos, quando o facto de O Cavaleiro das Trevas ter sido deixado de fora levou a que o limite de cinco nomeados passasse a um máximo de dez. E no ano passado, com a nomeação para Melhor Argumento Adaptado, Logan tornou-se no primeiro filme de super-heróis a ser reconhecido nas categorias de guião. Uma coisa é certa: mesmo que o 19.º filme da Marvel não ganhe o Óscar, o lugar na história do cinema já ninguém lhe tira.

 

 

A afirmação da Netflix nos filmes originais

roma

Neste momento, dizer que a Netflix é um serviço de streaming é, no mínimo, insuficiente. A plataforma americana tem vindo a dar cartas nas produções originais, sobretudo nas séries, mas desta vez conseguiu fazer história com Roma. O filme semi-autobiográfico do mexicano Alfonso Cuarón é não só o filme com mais nomeações nesta 91.ª edição dos Óscares (num empate com A Favorita), como também coloca a Netflix na corrida ao prémio de Melhor Filme pela primeira vez, e é ainda o décimo filme estrangeiro a ser nomeado para a principal categoria. Enquanto produtora, a Netflix tem ainda mais cinco nomeações – três para A Balada de Buster Scruggs, dos irmãos Coen, e duas para as curtas documentais End Game e Period. End of Sentence. –, o que ainda não significa que ultrapasse os grandes estúdios. Mas é, sem dúvida, uma mudança de paradigma que só nos deixa a ganhar: quantos mais bons filmes, melhor!

A tua nota : Je détesteJe n'aime pasCa vaJ'aimeJ'adore
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