Escravos e Traficantes no Império Português

Arlindo Manuel Caldeira (Autor) Lançado em junho de 2013 Edição em Português
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    Escravos e Traficantes no Império Português

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      Editor A Esfera dos Livros

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    Descrição Escravos e Traficantes no Império Português

    Corria o ano de 1444. Uma frota algarvia de 6 caravelas chega a Lagos depois uma expedição ao golfo de Arguim (atual Mauritânia). Naquela manhã quente de princípio de Agosto, despertando a curiosidade da população local, desembarcava em Lagos um contingente de 235 escravos africanos. A notícia correra de boca em boca. Todos queriam ver o inusitado espetáculo, até mesmo o poderoso infante D. Henrique, que tinha direito a um quinto dos desembarcados. Não era a primeira vez que chegavam escravos negros a Lagos. Mas nunca tinham vindo em tão grande número.
    O cronista Gomes Eanes de Zurara relata, de forma comovente, na sua Crónica da Guiné, a partilha dos cativos: homens e mulheres inconsoláveis, rostos lavados em lágrimas, gritando e gemendo, tentando desesperadamente não ser separados dos filhos. De uma forma simbólica, este episódio marca o início do tráfico atlântico de escravos. A partir de 1444 e durante cerca de 180 anos, os portugueses detiveram, quase em exclusivo, o comércio de escravos no Atlântico. Só a partir de 1621, com a criação da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, novos concorrentes chegam em força a este mercado.
    O historiador Arlindo Manuel Caldeira levou a cabo uma exaustiva pesquisa, para traçar neste livro, um retrato abrangente do tráfico de escravos, da sua origem até à sua abolição, no espaço do império português. Um processo complexo que evoluiu ao longo dos séculos, que é aqui analisado desde a compra dos escravizados, em diferentes locais da costa ocidental africana, à difícil travessia do oceano em navios sobrecarregados, nas condições mais deploráveis. É possível acompanhar depois a chegada desses escravos a Lagos e a Lisboa, mas sobretudo aos portos do Brasil, em direcção às minas e às grandes plantações de açúcar, de tabaco e de café, onde constituíram a mão-de-obra quase exclusiva.
    O historiador analisa ainda, com minúcia, as margens de lucro deste negócio e desvenda a biografia de alguns negociantes e das principais famílias que se envolveram no Apesar de em Portugal, o primeiro decreto de restrição do tráfico ter a data de 1761, só em 1842 é que, de forma efetiva, a Coroa portuguesa proclamou o fim da compra e venda de seres humanos e, em 1878, a abolição da escravatura em todo o império português. Para a História fica o poder dos números: entre 1450 e 1860 quase 13 milhões de africanos foram traficados no lucrativo comércio de escravos do Atlântico. Perto de seis milhões desses escravizados foram transportados em navios com a bandeira de Portugal ou do Brasil.

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    5 Otima obra de referência Publicado em 01 out 2013

    Livro singularmente bem escrito e documentado é um documento valioso sobre o trabalho escravo e o tráfico associado, temas melindrosos no âmbito nacional. De facto, o autor mostra bem que Portugal não foi só a gloria dos descobrimentos e rescreve uma parte da nossa historia. Este livro descreve como 15.milhões de africanos foram transportados da África para a América. Mais de 3 milhões pereceram na viagem. Este foi um crime hediondo cuja responsabilidade cabe em grande parte a Portugal. Aproveito para referir que nunca as autoridades portuguesas apresentaram desculpas oficiais pelas atrocidades cometidas a todos os países africanos que foram afetados por este mercado humano e por este genocídio.


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