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15 videojogos que mereciam o Grammy de melhor banda sonora

BlogFNAC3
Por BlogFNAC3
Em 08/10/2018
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15 videojogos que mereciam o Grammy de melhor banda sonora

Já sabemos: adoras os gráficos, as personagens, o gameplay. Mas admite: a experiência não seria a mesma sem as músicas que acompanham estas aventuras. Não foi fácil escolher, mas reunimos aqui algumas das melhores bandas sonoras de sempre no universo dos videojogos. Não precisas de ligar a consola: basta ouvires as nossas sugestões, desfrutar e recordar.

 

 

Journey



Três anos. Foi o tempo que Austin Winstory demorou para criar a banda sonora de Journey e o resultado foi excelente. De tal maneira que esta foi a primeira banda sonora de videojogos a ser nomeada para um Grammy, em 2012. E com razão, uma vez que, sem diálogo, é a música que cria o ritmo emocional do jogo. Pensado essencialmente como um concerto de violoncelo, esta banda sonora tem o poder de te fazer sentir numa longa caminhada no deserto com The Road of Trials ou a levitar num lugar transcendente com Nascence.

 

 

DOOM



As músicas de DOOM são ideiais, quer para desmembrar e matar monstros com shotguns e motosserras, quer para a vida quotidiana de um digno metaleiro. O compositor, Mick Gordon, não quis descurar o trabalho de Robert Prince no DOOM original, de 1993, inspirando-se nele e modernizando-o. E daí resultaram mais de 2 horas de guitarras elétricas intensas e baterias poderosas, que conquistaram o prémio de melhor Música/Design de Som nos The Game Awards de 2016. Mas esta banda sonora funciona tão bem por si só que, mesmo sem nunca teres jogado DOOM, não vais ficar indiferente a esta ode ao metal.

 

 

Bastion



Com 4 músicas cantadas, Bastion vem romper com as bandas sonoras predominantemente instrumentais. Neste, que é o primeiro trabalho de Darren Korb para jogos, percebem-se bem as raízes americanas combinadas com um mundo de fantasia exótico, podendo encontrar-se folk, bluegrass, country, até sons mais tribais e, claro, a poderosa balada Mother, I'm Here. O resultado foi tão incrível que foi a demanda dos fãs que obrigou a Supergiant Games a lançar o álbum com as músicas de Bastion, em 2011, o que não estava previsto inicialmente. Parece que este foi um caso em que a banda sonora se libertou do jogo e ganhou vida (e fãs) por si só.

 

 

The Legend of Zelda: Ocarina of Time



A saga The Legend of Zelda habituou-nos a boas bandas sonoras ao longo dos anos, mas poucas conseguiram igualar a de Ocarina of Time. Foi a última banda sonora de Zelda em que Koji Kondo trabalhou a solo, e ficou desde logo marcada por não incluir o genérico da série, ao contrário dos jogos anteriores, o que foi um escândalo para os fãs. Ainda assim, as músicas de Ocarina of Time transmitem um tom épico e revigorante à aventura de Link em Hyrule, estando ligadas de forma genial aos vários momentos da história: basta estar atento aos nomes de cada música e percebe-se de imediato quais remontam às várias localizações, da floresta às masmorras.

 

 

The Elder Scrolls IV: Oblivion



Jeremy Soule já tinha tido muitas oportunidades de nos mostrar a sua mestria, com as bandas sonoras dos jogos de Harry Potter, Star Wars e mesmo do anterior episódio de The Elder Scrolls, Morrowind. Porém, em Oblivion conseguiu superar todas as expetativas, desde as músicas orquestrais mais curtas e intensas durante as batalhas, até às músicas-ambiente mais longas que servem de cenário às cenas na natureza. E o mais impressionante é que Soule garante que não compôs com nenhum momento ou personagem do jogo em mente. O que o inspirou foi um acidente de viação que teve durante o processo e que lhe deixou a vontade de refletir sobre "a condição humana e a beleza da vida". O que é certo é que esta banda sonora assenta que nem uma luva no ambiente medieval de The Elder Scrolls IV.

 

 

The Last of Us



O que fazes quando percebes que grande parte das músicas que te inspiraram a criar um jogo têm em comum o mesmo autor? Chamas esse autor para compor a banda sonora, pois claro! Foi o que fizeram os diretores criativos Neil Druckmann e Bruce Straley quando convidaram Gustavo Santaolalla para a banda sonora de The Last of Us, nesta que foi a primeira experiência do músico argentino no mundo dos videojogos. O tom sombrio, melancólico e por vezes até desconcertante encaixa na perfeição com o cenário pós-apocalíptico. Experimenta ouvir The Path, por exemplo, e diz-nos se não temos razão.

 

 

Bloodborne



Esta listagem não estaria completa sem uma das maiores bandas sonoras do universo PS4: Bloodborne. Como podes descobrir no blog da Playstation, a assombrosa banda sonora deste jogo tem uma história que vale a pena ser contada, desde a colaboração multicultural entre 5 compositores à consciência vitoriana que pauta cada encontro com um Boss. Tudo é aterrador em Bloodborne, mas nada no ambiente te aflige tanto como aqueles acordes. Os temas The Hunter e Ludwig The Accursed provam-no. Se nunca jogaste Bloodborne, experimenta ouvir alguns dos temas, cruzados com imagens do jogo – acredita que vais querer experimentar. Caso conheças o jogo, sabes que o seu estatuto de “obra-prima” é indissociável da banda sonora.

 

 

Nier: Automata



O aspeto visual e a banda sonora de Nier: Automata contrastam e, por isso mesmo, complementam-se de forma brilhante. Se o primeiro é violento e brutal, as músicas ressoam com intensidade e elegância orquestrais, enfatizando a ação e os movimentos. A banda sonora foi composta pelo mesmo autor da de Nier, Keiichi Okabe, que quis construir com base no mesmo tom melancólico da primeira. Em mundo aberto, é de destacar a alternância entre ritmos mais tranquilos e agitados, apropriados aos diferentes ambientes e situações que se vão encontrando.

 

 

The Witcher 3



Os livros de Andrzej Sapkowski já eram extraordinários. Os jogos revelaram-se um sucesso bastante aclamado também pela crítica. E a cereja no topo do bolo de The Witcher 3 é, sem dúvida, a banda sonora. Mantendo as raízes polacas, esta banda sonora da autoria de Marcin Przybylowicz combina secções orquestrais com instrumentos tradicionais como o alaúde e a guzla. O resultado é literalmente épico e o ritmo acompanha na perfeição os vários momentos da ação: mais rápido na tensão das batalhas e mais sereno nas longas caminhadas pela floresta. Haverá alguma coisa que falhe neste jogo?

 

 

Metal Gear Solid 3: Snake Eater


   


Mais um caso onde teríamos muito por onde escolher dentro da mesma série de jogos e nunca ficaríamos mal servidos. Mas aqui o destaque vai para a banda sonora de Snake Eater, pela mão de Harry Gregson-Williams e Norihiko Hibino, que já tinham composto as músicas do anterior Metal Gear Solid. Esta banda sonora cativa logo desde a primeira faixa, Snake Eater, que faz lembrar bastante os temas dos filmes do James Bond. Way to Fall, uma das músicas finais e das únicas três músicas vocais, quebra a tradição de só haver produções "da casa", sendo uma música já existente da banda britânica Starsailor, mas este lugar quase foi de David Bowie, uma vez que "Ashes to Ashes" e "Space Oddity" eram as primeiras opções do produtor Hideo Kojima. Ainda assim, as referências a Bowie não deixam de estar presentes em Snake Eater, com o Major Zero a usar o pseudónimo Major Tom e a frase "Can you hear me, Major Tom?" a poder ser ouvida.

 

 

Final Fantasy VII



Numa saga que já conta com 15 jogos principais, as opiniões sobre qual o melhor jogo de Final Fantasy dividem-se e há para todos os gostos. O mesmo se passa com as bandas sonoras. A nossa escolha vai para Final Fantasy VII, um jogo que, em 1997, se revelou em vários aspetos um marco de viragem da série e dos RPG em geral. Da autoria do compositor de sempre, Nobuo Uematsu, a banda sonora soma mais de 4 horas e meia divididas em 4 discos. Se só tiveres tempo para uma música, ouve One-Winged Angel, uma música orquestral incrível que já teve covers até de bandas de heavy metal, e sem a qual a batalha final contra o Sephiroth não teria o mesmo impacto.

 

 

Hotline Miami



Esta banda sonora tecno proporciona o mood ideal para mergulhares em massacres violentos e numa ambiência… diferente. Aliados aos gráficos 2D, os temas de M|O|O|N, Sun Arraw, Jasper Bryne, Scattle, El Huervo, entre outros, ajudam a conferir a este jogo de 2012 um revivalismo dos anos 80 e 90, como se o teu computador ou a tua PlayStation fossem, na verdade, uma velha arcade. Além disso, são fundamentais para definir os momentos de tensão e descontração ao longo dos vários níveis, deixando-te totalmente imerso e quase hipnotizado nas missões.

 

 

Cuphead



Um jogo com uma estética muito peculiar exigia uma banda sonora à altura. E Cuphead teve-a. Se ainda antes de teres jogado ficas com a sensação de já ter visto aqueles bonecos em algum lado, é porque Cuphead presta uma bela homenagem aos desenhos animados dos anos 30, como as primeiras aparições do rato Mickey. A banda sonora é o complemento perfeito para recriar esse universo clássico, com cerca de 3 horas de jazz e de ritmos frenéticos e divertidos que conseguem fazer-te esquecer que este foi um jogo lançado apenas em 2017. E é bom que te entretenha, porque, com níveis propositadamente difíceis, a obra de Kristofer Maddigan vai fazer-te muita companhia nesta aventura.

 

 

Super Mario: Sunshine


   


Quantas vezes já deste por ti com a música do Super Mario na cabeça? Ao longo de mais de 30 anos, muitas foram as aventuras do famoso canalizador italiano que a saga nos ofereceu. Contudo, a nossa escolha para banda sonora recai no Super Mario Sunshine, de 2002. As músicas refrescantes e veranis quase fazem sentir o sol quente e o cheiro a maresia. Com Delfino Plaza deixa-te transportar para um bairro italiano, neste que é mais um trabalho de Koji Kondo, acompanhado por Shinobu Tanaka.

 

 

Tetris

 

   


É o clássico dos clássicos e não há quem não conheça a famosa Type A do Tetris. Mas sabias que este instrumental é, na verdade, uma versão mais rápida de uma música popular russa do século XIX chamada Korobeiniki? Korobeiniki significa vendedor ambulante ou caixeiro-viajante e é precisamente esse o protagonista da letra, que tenta vender os seus produtos a uma rapariga e, entretanto, aproveita para a tentar conquistar. Apostamos que, depois disto, rodar e encaixar peças já não voltará a ser o mesmo.

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