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Jogos de tabuleiro: os favoritos do Nuno Markl

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Por BlogFNAC
Em 03/08/2018
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Jogos de tabuleiro: os favoritos do Nuno Markl

Artigo escrito por: Nuno Markl 

 

Passei demasiado tempo sem jogar jogos de tabuleiro/cartas. Eles eram uma parte considerável da minha vida nos meus anos de crescimento – recordo imortais clássicos da Majora que iam desde Divertilândia (famoso na família Markl por ter sido o lendário jogo onde o meu pai fracturou um pé durante uma prova de imitação de um gorila) até ao Monopoly (na altura chamava-se mesmo Monopólio), passando por jogos de memória em que tínhamos de andar à caça das cartas iguais numa multidão de cartas viradas de costas (jogo que a nossa família baptizou de “tapa-destapa”). O meu afecto por jogos esteve meio adormecido uns tempos, até que, no fim dos anos 90, a paixão reacendeu-se. A culpa disso é partilhada entre um Monopoly Star Wars de 97 e o imortal clássico Uno, possivelmente o jogo de cartas mais simples, perfeito e viciante da História da Humanidade.

 

Markl_2

 

Quase sempre me pedem sugestões de filmes e séries; quando a FNAC me pediu uma lista dos meus jogos favoritos, delirei com a frescura da proposta. Não sou um perito nesta matéria, nem de perto nem de longe; mas partilho aqui a lista de alguns dos jogos que mais me divertem, com amigos ou com o meu filho Pedro. De quando em vez, tenho de lembrar o meu filho de que há uma magia muito particular nos jogos que conseguimos jogar em cima de uma mesa, e não num ecrã de tablet ou telemóvel.

 

Entre clássicos e modernos, aqui ficam 10 favoritos da Casa Markl.

 

Monopoly

strangerthings_monopoly

Alguém me dizia que há jogos de tabuleiro sobre dinheiro melhores e mais actualizados que o clássico da Parker Brothers. Certo – mas o Monopoly é o Monopoly. Esta deliciosamente simplista celebração do negócio imobiliário continua a encantar gerações, seja o que for que pensem os seus jogadores sobre as virtudes ou os defeitos do capitalismo. As versões temáticas dão sempre um encanto renovado a esta instituição imorredoura. Por estes dias tenho jogado a versão Stranger Things, onde o Rossio passa a ser o Upside Down. Não sei porque valerá tanto dinheiro – aquele mundo azul, doentio e povoado por Demogorgons é um lugar péssimo quer para habitação, quer para turismo. Nota: seja qual for a versão temática, o meu filho ganha-me sempre, esse pequeno génio da compra de terrenos.

 

 

Uno

uno_deluxe

Está tudo dito. É um Ovo de Colombo, pelo que suponho que haja uma quantidade insana de criadores de jogos a odiar-se por não terem tido esta ideia. O facto de dar espaço aos jogadores para afinar as regras a seu gosto também lhe dá encanto acrescido, e a nova versão – Dos – prossegue a mística com algumas novas regras. Perfeito para toda a família. Impossível jogar um só.

 


Jenga

jenga

Um clássico de suspense, que acredito que desenvolveu a minha delicadeza e cuidado a mexer em coisas sem as partir (sempre fui um bocado mãos de vaca, mas o Jenga é capaz de ter melhorado as coisas a esse nível). Tacos de madeira empilhados, e depois é a arte de os tirar, um por um, sem que a torre se desmorone. Existe uma versão chamada Jenga Boom em que, para além do stress normal provocado pela possibilidade de desmoronamento devido a falta de jeito dos jogadores, há um sistema, em contagem decrescente, que fará a torre desabar se os jogadores não forem rápidos a recolher as peças.

 

 

Exploding Kittens


exploding-kittens

 

Há pouco disse que o Uno era o jogo de cartas mais simples, perfeito e viciante da História; mas quando Exploding Kittens entrou na minha vida, vi-me na obrigação de reflectir sobre a validade dessa crítica. Certo, Uno continua a ser imbatível na sua simplicidade e perfeição. Mas Exploding Kittens, uma espécie de roleta russa com cartas em que todos tememos que nos saia a carta mortífera do gatinho explosivo, alia a simplicidade ao humor, e pode acabar por transformar-se numa escalada arrepiante de suspense… e também da arte de lixar a vida ao próximo. E há lá melhor coisa entre amigos do que lixar mutuamente a vida? Dos mesmos criadores, existe uma outra obra-prima de cartas, o delicioso e também muito recomendável Bears Vs Babies.

 

 

Dobble

 

 dobble

 

Chamem-me parvo, mas instruções demasiado complexas afastam-me de qualquer jogo. E sei que há óptimos jogos com instruções complexas – mas eu, simplesmente, não tenho cabeça para elas. Acordo todos os dias às 6 da manhã para fazer rádio e isso poderá ter rebentado de vez com um neurónio ou dois, e logo daqueles que são precisos para entender instruções de jogos. Por isso, fico maravilhado quando surge algo tão simples de perceber e, ao mesmo tempo, tão desafiante e divertido para todas as idades como o Dobble. É um jogo de observação rápido e viciante.

 

 

Dixit

 dixit

 

Alguém conseguiu criar um jogo que usa a imaginação pura para funcionar. As cartas podiam perfeitamente ser emolduradas e penduradas numa parede – são autênticos quadros. A maneira como Dixit obriga a puxar pela cabeça para transformar imagens em palavras ou frases, e também a tentar reconhecer, em cada jogada, a criatividade das pessoas com quem estamos a jogar, fazem de Dixit uma experiência muito especial. Este é daqueles que devia ser obrigatório em escolas. Divertido de jogar entre adultos, parece-me também uma contribuição essencial para desenvolver a imaginação dos miúdos. O facto de ser um dos jogos mais vendidos da actualidade devolve-me a esperança na Humanidade.

 

 

Carcassone

 

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Os jogos de conquista territorial nunca me disseram muito – acho que padeço de uma falta de ambições como Senhor do Mundo que sempre me afastaram de experiências como Risco. Mas Carcassone, passado na Idade Média, num tempo de castelos e aldeias, e em que as cartas em mosaico compõem um tabuleiro de jogo sempre diferente, é muito divertido. Aconselho vivamente a versão original antes de passar à variação Star Wars, onde os terrenos medievais são substituídos pelo espaço e pelos planetas da saga espacial.

 

 

Jungle Speed

 

junglespeed

 

Um jogo de observação e rapidez que pode tornar-se seriamente demente, Jungle Speed vale todas as acidentais unhadas que dermos uns aos outros, a jogá-lo. É mais um ovo de Colombo de simplicidade e o acessório no centro das atenções é uma espécie de um totem que tem de ser agarrado com velocidade e eficácia, dependendo dos símbolos de cada carta que surge na mesa.

 

 

Jogo do Stop 

jogodostop

Sou fã da Majora desde tenra idade, e tive a honra de criar, com essa empresa, uma versão especial do Jogo da Glória baseado na minha rubrica radiofónica Caderneta de Cromos. A Majora, hoje em dia, está renovada: numa altura em que jogos físicos parecem obsoletos, a Majora contra-ataca em força, propondo jogos inspirados e com incríveis ilustrações e design – e como resistir a esta conversão, com roleta e cartas, do famoso Jogo do Stop, um clássico eterno dos intervalos das aulas? Consegue ser retro e moderno.

 

O Jogo da Vida

 

jogo da vida

 

Este clássico eterno há-de me fascinar sempre, pela intrínseca mas aconchegante falta de espectacularidade do empreendimento. De notar que digo isto como um elogio: este jogo lendário, criado em 1860 pela Milton Bradley (e hoje distribuído pela Hasbro), assume-se como uma recriação da banalidade da existência em todo o seu esplendor, longe das narrativas épicas de outros jogos: às voltas num tabuleiro nascemos, estudamos, tiramos um curso, casamos, temos um emprego, temos filhos, vamos de férias, reformamo-nos. Continua a ser um jogo castiço e agora teve actualizações relevantes, como o reconhecimento de que é possível o casamento acontecer entre pessoas do mesmo sexo.

 

Artigo escrito por: Nuno Markl

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Anónimo

Em 17/08/2018

Como sempre, uma excelente ideia da Fnac e levada a um bom termo pelo Nuno (Grande) Markl. Aproveito para reforçar a sugestão do Dixit, e no Carcassonne, que é um clássico no mundo dos tabuleiros. Para o pessoal que está a começar, sugeriria: - Sagrada: Em que temos de montar vidrais, seguindo umas regras muito simples, a partir de recursos partilhados com os outros jogadores; - Mysterium: Na linha do Dixit, em que todos os jogadores têm de comunicar com um fantasma através de pistas deixadas em sonhos, e perceber quem é um assassino num mansão francesa; - 7 Wonders: Um pouco mais elaborado, mas com uma mecânica excelente à volta do crescimento de antigas civilizações, que garante que não se repetem dois jogos. Comprem também as expansões que adicionam horas ao jogo base.

Anónimo

Em 07/08/2018

São gostos pessoais. Mas não são este tipo de jogos que estão a fazer renovar o interesse pelos jogos de tabuleiro modernos. Se o Nuno Markl conhecesse os grandes jogos dos últimos 20 anos seguramente não faria esta lista. De certeza que os grupos de boardgamers da zona da grande Lisboa estariam disponíveis em lhe dar a conhecer os novos jogos, tal como nós já lhe propusemos através dos Boardgamers de Leiria com múltiplos convites.

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