Livro do Desassossego

Fernando Pessoa (Autor) Edição em Português
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    Livro do Desassossego
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    • Editor Relógio d'Água
      Coleção Letra Pessoana

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    • Esta é a sexta edição do "Livro do Desassossego" organizada por Teresa Sobral Cunha. Resulta da continuação do seu trabalho de investigação iniciado há mais de trinta anos quando assinou com Jacinto do Prado Coelho e Maria Aliete Galhoz a primeira publicação do "Livro do Desassossego". Esta nova edição determinou, com sempre, regressos ao espólio, acertos nas transcrições e na discursividade, bem como a perseverança autoral de um heterónimo e de um semi-heterónimo que sucessivamente se responsabilizaram pela sua redacção:... Ver mais

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    Descrição Livro do Desassossego

    Esta é a sexta edição do "Livro do Desassossego" organizada por Teresa Sobral Cunha. Resulta da continuação do seu trabalho de investigação iniciado há mais de trinta anos quando assinou com Jacinto do Prado Coelho e Maria Aliete Galhoz a primeira publicação do "Livro do Desassossego". Esta nova edição determinou, com sempre, regressos ao espólio, acertos nas transcrições e na discursividade, bem como a perseverança autoral de um heterónimo e de um semi-heterónimo que sucessivamente se responsabilizaram pela sua redacção: Vicente Guedes e Bernardo Soares.

    «Na prosa se engloba toda a arte – em parte porque na palavra se contém todo o mundo, em parte porque na palavra livre se contém toda a possibilidade de o dizer e pensar. Na prosa damos tudo, por transposição: a cor e a forma, que a pintura não pode dar senão directamente, em elas mesmas, sem dimensão íntima; o ritmo, que a música não pode dar senão directamente, nele mesmo, sem corpo formal, nem aquele segundo corpo que é a ideia; a estrutura, que o arquitecto tem que formar de coisas duras, dadas, externas, e nós erguemos em ritmos, em indecisões, em decursos e fluidezes; a realidade que o escultor tem que deixar no mundo, sem aura nem transubstanciação; a poesia, enfim, em que o poeta, como o iniciado em uma ordem oculta, é servo, ainda que voluntário, de um grau e de um ritual. Creio bem que, em um mundo civilizado perfeito, não haveria outra arte que não a prosa.»
    Do "Livro do Desassossego"

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