Oliver Sacks

“O que sabemos é que ao se fecharem as janelas químicas, outro despertar aconteceu. O espírito humano é mais forte que qualquer remédio. E é isso que precisa ser alimentado por meio do trabalho, lazer, da amizade e da família. Isso é o que importa....
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Oliver Sacks
“O que sabemos é que ao se fecharem as janelas químicas, outro despertar aconteceu. O espírito humano é mais forte que qualquer remédio. E é isso que precisa ser alimentado por meio do trabalho, lazer, da amizade e da família. Isso é o que importa. Foi disso que nos esquecemos. Das coisas mais simples.”

Oliver Sacks nasceu em 1933, em Londres, Inglaterra, numa família de médicos e cientistas (a sua mãe era cirurgiã e o pai médico de clínica geral).
Tirou o seu curso de medicina na Universidade de Oxford (Queen’s College) e fez o internato no Hospital Mt. Zion Hospital em São Francisco.
Em 1965 passou a residir em Nova Iorque, onde exerceu a prática de Neurologia. Entre 2007 e 2012, lecionou Neurologia e Psiquiatria no Centro Médico da Universidade de Columbia e foi professor assistente de Neurologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Nova Iorque, onde fez parte do Comprehensive Epilepsy Center. Foi, também, professor convidado da Universidade de Warwick.
Em 1966, Oliver Sacks começou a trabalhar como neurologista consultar do Hospital Beth Abraham, no Bronx, um hospital de cuidados a doentes crónicos onde encontrou um extraordinário grupo de pacientes. Muitos dos doentes que ali se encontravam estavam há décadas em peculiares estados catatónicos, estátuas humanas, incapazes de qualquer movimento. Reconheceu estes doentes como sendo sobreviventes da grande pandemia da encefalite letárgica (doença do sono), que assolou o mundo entre 1916 e 1927, e tratou-os com um medicamento experimental denominado L-dopa, que permitiu que voltassem à sua vida normal.
Estes doentes foram a fonte de inspiração para o seu livro Despertares que, mais tarde, foi a inspiração para uma peça de teatro escrita por Harold Pinter, A Kind of Alaska, e para o filme de Penny Marshal de 1990 Awakenings que teve como protagonistas Robert De Niro e Robin Williams.
Sacks é, provavelmente, mais conhecido pelas suas compilações de casos verdadeiros das fronteiras da experiência neurológica: O Homem que Confundiu a Mulher com um Chapéu e Um Antropólogo em Marte. Nas duas obras, Sacks relata histórias de pacientes que lutam com condições que vão desde a síndrome de Tourette ao autismo, ao Parkinson, alucinações musicais, epilepsia esquizofrenia ou Alzheimer.
Investigou o mundo dos surdos e da linguagem gestual em Vejo uma Voz e uma rara comunidade de daltónicos no livro A Ilha Sem Cor. Sacks também escreveu sobre as suas experiências como médico em Enxaqueca e como paciente em Perna para que te Quero. A sua autobiografia O Tio Tungesténio foi publicada em Portugal em Novembro de 2002 e as suas obras mais recentes foram Musicofilia, O Olhar da Mente e Alucinações.
A obra de Oliver Sacks, apoiada pela Fundação Guggenheim e pela Fundação Alfred P. Sloan Foundation, surgiu regularmente publicada no New Yorker e no New York Review of Books, bem como em diversas outras publicações médicas. O The New York Times referiu-se ao Dr. Sacks como sendo “o poeta laureado da medicina” e, em 2002, foi-lhe atribuído o Prémio Lewis Thomas pela Universidade Rockefeller, que reconhece o cientista como sendo um poeta.
Oliver Sacks foi, ainda, membro honorário da Academia Americana de Artes e Letras e da Academia de Artes e Ciências e foram-lhe atribuídos títulos honorários de diversas universidades, incluindo Oxford, o Karolinska Institute, Georgetown, Bard, Gallaudet, Tufts e a Universidade Católica do Perú.
Oliver Sacks morreu em Nova Iorque, a 30 de Agosto de 2015, com 82 anos.