Poesia Erótica e Satírica Portuguesa Musicada

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    Poesia Erótica e Satírica Portuguesa Musicada

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    • Projecto formado por André Louro (composição, guitarra e voz), João Lima (guitarra portuguesa e voz), Catarina Santana (ukulélé e voz) e João Paes (violoncelo e voz). Penicos de Prata surge na necessidade de valorizar a poesia Portuguesa sendo fonte de criação de uma estética musical refinada fortemente ligada àmúsica Tradicional Portuguesa em cruzamentos com música de câmara. Este quarteto existe desde 2005 e desde então tem alegrado tertúlias e concertos, levando a poesia Portuguesa de uma forma divertida a todos os que... Ver mais

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    Descrição Poesia Erótica e Satírica Portuguesa Musicada

    Projecto formado por André Louro (composição, guitarra e voz), João Lima (guitarra portuguesa e voz), Catarina Santana (ukulélé e voz) e João Paes (violoncelo e voz). Penicos de Prata surge na necessidade de valorizar a poesia Portuguesa sendo fonte de criação de uma estética musical refinada fortemente ligada àmúsica Tradicional Portuguesa em cruzamentos com música de câmara. Este quarteto existe desde 2005 e desde então tem alegrado tertúlias e concertos, levando a poesia Portuguesa de uma forma divertida a todos os que se deixam envolver por estas duasartes. 

     

     

     

    António Botto, Carlos Queirós, Ernesto Manuel de Melo e Castro, Liberto Cruz, Ana Abel-Paúl, Francisco Eugénio dos Santos Tavares, António Maria Eusébio (O Calafate), José Anselmo Correia Henriques, João Vicente Pimentel Maldonado e Fernando Pessoa escrevem os poemas .  Liberto Cruz também escreve o prefácio.
     José Grazina, Rui Silvares, Teresa Silva, António Jorge Gonçalves, Bárbara Assis Pacheco, Luis Manuel Gaspar, João Lima, Paulo Capelo Cardoso, Paulo Araújo e António VianaIlustram as canções.
    João Lima, na Guitarra Portuguesa e voz, Gonçalo Santos, na percussão, os cantores Catarina Molder e Rui Baeta, aquele arranjo de Tiago Derriça e a participação especial de Victor de Sousa, temperam uma ou outra música.
    PENICOS DE PRATA é um quarteto de cordas formado por ukulele, guitarra, violoncelo e contrabaixo: Catarina Santana, André Louro, João Paes e Eduardo Jordão , que convidam a ouvir e ver o resultado ao vivo numa das duas sessões de dia 11 de novembro, no Teatro Aberto.
    Nos dias de hoje, em que o consumo rápido de programas de entretenimento e de produtos ditos culturais não passam de leviandades e palavras de pacotilha, a poesia é vista e conotada como uma arte intelectual elitista em que só meia dúzia de bem falantes a consomem. O tempo que passa rápido, o zapping mal disposto, o autocarro e o metropolitano de horários atrasados deixam pouca disposição e pouca motivação para o deleite do belo e do consolo através da poesia. Esta, contudo, tem uma tendência própria para se esconder, para ser menos vendável por editores, para ser dita (ou papagueada) em locais escusos, para não estar nos escaparates das grandes superfícies comerciais, para escudar-se em Pessoa, Camões e mais outra meia dúzia de poetas mais conhecidos ou do curricula escolar. De mais poetas, uns melhores, outros de mais imprecisão, o historial poético português é composto.
    Os Penicos de Prata comprometem-se a partilhar património poético erótico português, provocando reacções, desafiando emoções. A música dos Penicos de Prata acompanha cada palavra, cada poema, cada poeta. A composição não é resultado da matemática exacta das notas nem da relação de intervalos em tempo certo, melódico, tonal e até banal: é a mancha sonora que o E. M. de Melo e Castro nos indicou no seu Ar Recticulado, é a rudeza e clareza do António Botto que sem papas, põe tudo a nu, é a elegancia de Liberto Cruz que seduz a cada palavra. E claro, são uns Penicos de uma geração finalmente embalada pela qualidade e o prazer de se ser português, sem vergonha nem orgulho. Cresceram a ouvir pauliteiros, adufes, polifonias minhotas e alentejanas, a tocar repertório de José Afonso, António Pinho Vargas ou Emanuel Nunes. Carlos Seixas ou Victorino d’Almeida também fazem parte do menu. Tantos outros, sem esquecer o Bach, Zappa e afins, que compoem este mundo, o nosso, visto de uma janela portuguesa.


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