Poesia de António Maria Lisboa

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    Poesia de António Maria Lisboa
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    • Uma Vida Esquecida«Eu conheço o vidro franja por franja
      meticulosamente
      à porta parado um homem oco
      franja por franja no espaço
      meticulosamente oco uma porta parada.
      Um relógio dá dez badaladas ininterruptamente
      dez badaladas por brincadeira dança
      um homem com pernas de mulher
      e um olhar devasso no Marte
      passo por passo uma criança chora
      uma águia e um vampiro recuados no tempo.»
      António Maria Lisboa, "Poesia"«António Maria Lisboa nasce em Lisboa e a Lisboa vem a morrer depois de duas estadias em Paris, em 1949 e...
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    Descrição Poesia de António Maria Lisboa

    Uma Vida Esquecida

    «Eu conheço o vidro franja por franja
    meticulosamente
    à porta parado um homem oco
    franja por franja no espaço
    meticulosamente oco uma porta parada.
    Um relógio dá dez badaladas ininterruptamente
    dez badaladas por brincadeira dança
    um homem com pernas de mulher
    e um olhar devasso no Marte
    passo por passo uma criança chora
    uma águia e um vampiro recuados no tempo.»
    António Maria Lisboa, "Poesia"

    «António Maria Lisboa nasce em Lisboa e a Lisboa vem a morrer depois de duas estadias em Paris, em 1949 e 1951, onde em vão procurará fixar-se, sem recursos próprios e carente de qualquer auxílio. Sobretudo, a segunda estadia ser-lhe-á fatal, pois parte de Portugal já doente e regressa com um pulmão destruído e o outro seriamente afectado.
    Em qualquer país — e em qualquer época — a sua procura incessante “de um impossível realizado” “no acto mágico que somos”, o “exceder-se de tal forma que não seja possível conceptuar-se”, a recusa, quasi, ou como, de cátaro, em ingerir o alimento geral, seria propósito perigoso e difícil de manter. No entanto, o tempo vivido sob a Ditadura de Salazar, sob a qual “o ar era um vómito e nós seres abjectos” agravaria temivelmente os custos do seu propósito.
    Desaparecido em plena juventude, António Maria Lisboa deixou um obra escassa mas nem por isso menos fulgurante. Preocupado com uma verdadeira aproximação às culturas exteriores à tão celebrada civilização ocidental, há na sua poesia uma busca incessante de um futuro tão antigo como o passado. Pode, e decerto deve, ser considerado o mais importante poeta surrealista português, pela densidade da sua afirmação e na “direcção desconhecida” para que aponta.»
    Mário Cesariny

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