Revista Orpheu Nº 1

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    Revista Orpheu Nº 1
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    • Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro têm em 1914 um projecto de revista chamada Europa, que em 1915 realizam com o nome de Orpheu. Acompanhados por um grupo que inclui figuras como Almada Negreiros, Santa Rita Pintor ou Alfredo Guisado, entre outros, bem como dois poetas brasileiros, Ronald de Carvalho e Eduardo Guimaraes, têm a ambição de participar na efervescência artística internacional, em conexão com movimentos como o Imagismo inglês, o Futurismo italiano ou o Cubismo francês. Publicam-se dois números do Orpheu, em... Ver mais

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    Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro têm em 1914 um projecto de revista chamada Europa, que em 1915 realizam com o nome de Orpheu. Acompanhados por um grupo que inclui figuras como Almada Negreiros, Santa Rita Pintor ou Alfredo Guisado, entre outros, bem como dois poetas brasileiros, Ronald de Carvalho e Eduardo Guimaraes, têm a ambição de participar na efervescência artística internacional, em conexão com movimentos como o Imagismo inglês, o Futurismo italiano ou o Cubismo francês.

    Publicam-se dois números do Orpheu, em 25 de Março e 28 de Junho de 1915. O herói escandaloso de ambos, ainda mais que Sá-Carneiro, é um tal Álvaro de Campos, que só leitores muito atentos poderiam reconhecer, na altura, como uma personagem criada por Fernando Pessoa. Sendo uma revista de poesia, o segundo número também publica reproduções de obras plásticas de Santa Rita Pintor.

    Quanto ao terceiro número, que não chega a sair, deveria trazer reproduções de Amadeo de Souza-Cardoso. Este é, em suma, o gesto de maior intensidade e concentração de energia inovadora das artes portuguesas no século XX. É, além disso, um projecto com uma extraordinária resiliência. Os dois números que saem são pagos pelo pai de Sá-Carneiro, mas o golpe desferido pela sua recusa de financiamento de mais números, bem como a partida de Sá-Carneiro para Paris, onde se suicida em 1916, não são capazes de apagar Orpheu. Pelo menos, não esmorece a vontade de todo um grupo em continuar a sua publicação, com Pessoa no centro, mas com Almada Negreiros e Santa Rita Pintor perto.

    O número 3 chega a estar preparado para publicação fi nal em 1917. É como se Orpheu, mais que um título de revista, fosse o nome de uma geração e de um sentido novo de arte. Não chega a sair então, mas o certo é que Pessoa ainda em 1925 planeia publicar aquele número 3 que não tinha sido possível concretizar em 1917. Depois, Almada Negreiros, na sua revista Sudoeste, em 1935, há-de organizar um remake celebrativo dos 20 anos da revista, que Pessoa, na sua apresentação, declara “inextinguível”. O mesmo Almada há-de, em 1965, no aniversário dos 50 anos, publicar Orpheu 1915-1965, um singularíssimo livro-desdobrável que realiza a um princípio de surpresa e transgressão que é, em tudo, afim das revoluções de linguagem que tanto chocam os contemporâneos em 1915. A situação do Orpheu pode ser entendida como uma proposta de ruptura: a reacção pública de absoluta incompreensão é o sinal inequívoco dela.

    Mais ainda, e como forma de defesa perante tal “ataque poético”, os jornais de 1915 deram passagem a insultos, gargalhadas de escárneo e acusações de insanidade mental — feitas por médicos tão conceituados como Júlio de Matos.

    Características detalhadasRevista Orpheu Nº 1

    • Autor Vários
    • Editor A Bela e o Monstro
    • EAN 978-9892062358
    • ISBN 9789892062358
    • Dimensões 16 x 24 cm
    • Nº Páginas 84
    • Encadernação Capa mole

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