Setembro Outra Vez

José Manuel Mendes (Autor) Edição em Português
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    Setembro Outra Vez
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    • Poema "Cinza"o corpo escreve-se com vime. e fica, depois
      do instante, a arborizar o vento.

      talvez a água
      antes do eclipse.

      abre-se como um mapa
      por onde os riachos empardecem.

      vincos, nós, odor a cisco sob a canícula.
      ou espuma também?

      toda a terra é memória, lugar
      à margem,
      horizonte oscilando no tempo
      enquanto os pássaros
      revoam.

      enreda-se na ferida das cidades
      e talha as casas, já
      o mundo arde
      num navio de cores.
      vara, por último. negrilho, por exemplo.
      bordão
      encurvando
      para a cinza....
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    Descrição Setembro Outra Vez

    Poema "Cinza"

    o corpo escreve-se com vime. e fica, depois
    do instante, a arborizar o vento.

    talvez a água
    antes do eclipse.

    abre-se como um mapa
    por onde os riachos empardecem.

    vincos, nós, odor a cisco sob a canícula.
    ou espuma também?

    toda a terra é memória, lugar
    à margem,
    horizonte oscilando no tempo
    enquanto os pássaros
    revoam.

    enreda-se na ferida das cidades
    e talha as casas, já
    o mundo arde
    num navio de cores.
    vara, por último. negrilho, por exemplo.
    bordão
    encurvando
    para a cinza.


    em redor, outras tardes. tardes ao pé da porta, quem sabe.
    tardes, moscas, pedras.
    um jeito de harpa
    a quebrar-se.
    e nenhuma música mais.

    música nenhuma, não.

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