Sigmund Freud

“A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.”

Freud foi um neurologista Austríaco e o fundador da psicanálise. Criou uma abordagem completamente inovadora para a...
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Sigmund Freud
“A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.”

Freud foi um neurologista Austríaco e o fundador da psicanálise. Criou uma abordagem completamente inovadora para a compreensão da personalidade humana. É considerado uma das mentes mais influentes – e controversas – do século XX. Sigismund Schlomo Freud, mais tarde Sigmund Freud, nasceu a 6 de Maio de 1856, em Freiberg, Moravia no Império Austro-Húngaro (actualmente Pribor, República Checa). Filho de Jacob Freud (um judeu comerciante de lã) e da sua terceira mulher, Amalie Nathanson, tinha quatro anos de idade quando a família se mudou para Viena em 1860, devido a problemas financeiro e de saúde.
Freud Iniciou os seus estudos na Universidade de Viena aos 17 anos. Apesar de planear estudar direito, entrou para a faculdade de medicina, onde frequentou disciplinas como filosofia, fisiologia, e zoologia. Registos de amigos que o conheciam naquela época, assim como informações nas próprias cartas escritas por Freud, sugerem que ele foi menos diligente nos estudos de medicina do que devia ter sido dedicando-se, em vez disso, à pesquisa científica.
Em 1877, Freud passou a frequentar o laboratório de Ernst Brücke, onde entrou em contacto com a linha fisicalista da fisiologia. O interesse de Brücke não era apenas descobrir as estruturas de órgãos ou células particulares, mas sim, as suas funções. De entre as atribuições de Freud, nesta época, estavam o estudo da anatomia e da histologia do cérebro humano. Durante os estudos, identificou várias semelhanças entre a estrutura cerebral humana e a de répteis, o que o remete ao então recente estudo de Charles Darwin sobre a evolução das espécies.
Os estudos de Freud foram interrompidos pelo serviço militar em 1879 e 1880, durante o qual traduziu quarto ensaios de John Stuart Mill para a edição alemã das obras completas. Em 1882 Freud abandonou subitamente o laboratório de Brücke e começou a procurar uma carreira clínica própria, o que lhe traria uma possível segurança financeira ao enveredar pela prática privada. Coincidentemente, foi nesta altura de mudança que conheceu e se apaixonou por Martha Bernays, sua futura esposa, a filha de uma proeminente família judaica bastante conhecida em Hamburgo. Seguiu-se um noivado de quatro anos, durante o qual escreveu 900 cartas à sua noiva. Freud e Martha tiveram seis filhos: Mathilde, Jean-Martin, Olivier, Ernst, Sophie e Anna. Um deles, Martin Freud, escreveu uma memória intitulada Freud: Homem e Pai, na qual descreve o pai como um homem que trabalhava muito, por longas horas, mas que adorava passar as férias de verão com os filhos.
Entretanto, durante três anos, fez um internato no Hospital Geral de Viena. No hospital, depois de algumas desilusões com o estudo dos efeitos terapêuticos da cocaína, Freud recebe uma licença e viaja para França, onde trabalha com Charcot, um respeitável psiquiatra do hospital psiquiátrico Saltpêtrière que estudava a histeria.
De volta ao Hospital Geral e entusiasmado pelos estudos de Charcot, Freud passa a atender, na maior parte, jovens senhoras judias que sofriam de um conjunto de sintomas aparentemente neurológicos que compreendiam paralisia, cegueira parcial, alucinações, perda de controlo motor e que não podiam ser diagnosticados com exames. O tratamento mais eficaz para tal doença incluía, na época, massagem, terapia de repouso e hipnose.
Foi com as discussões de casos clínicos com Breuer que surgiram as ideias que culminaram com a publicação dos primeiros artigos sobre a psicanálise. O primeiro caso clínico relatado deve-se a Breuer e descreve o tratamento dado a uma paciente (Bertha Pappenheim, chamada de "Anna O." no livro), que demonstrava vários sintomas clássicos de histeria. O método de tratamento consistia na chamada "cura pela fala" ou "cura catártica", na qual o ou a paciente discute sobre as suas associações com cada sintoma e, com isso, os faz desaparecer. Esta técnica tornou-se o centro das técnicas de Freud, que também acreditava que as memórias ocultas ou "reprimidas", nas quais se baseavam os sintomas de histeria, eram sempre de natureza sexual. Breuer não concordava com Freud neste último ponto, o que levou à separação entre eles logo após a publicação dos casos clínicos.
Depois da morte do pai, em Outubro de 1896, Freud dedicou-se a anotar e analisar os seus próprios sonhos, remetendo-os à sua própria infância e, no processo, determinando as raízes das suas próprias neuroses. Tais anotações tornaram-se a fonte para a obra A Interpretação dos Sonhos. Durante o decorrer desta auto-análise, Freud chegou à conclusão de que os seus próprios problemas deviam-se a uma atração pela sua mãe e a uma hostilidade em relação ao seu pai. É o famoso "complexo de Édipo", que se torna o coração da teoria de Freud sobre a origem da neurose em todos os seus pacientes. Nos primeiros anos do século XX, são publicadas suas obras A Interpretação dos Sonhos e A Psicopatologia da Vida Quotidiana. No início, as vendas das obras não animaram Freud, mas rapidamente vários médicos — Eugen Bleuler, Carl Jung, Karl Abrahams, Ernest Jones, Sandor Ferenczi — apoiaram as suas ideias e passaram a fazer parte do Movimento Psicanalítico.
Sigmund Freud morou em Viena até 1938, quando, após a anexação da Áustria, se refugiou em Inglaterra, onde já se encontrava parte de sua família. Morreu de cancro no palato aos 83 anos de idade (passou por trinta e três cirurgias). Supõe-se que tenha morrido de uma dose excessiva de morfina. Encontra-se sepultado no crematório de Golders Green, no bairro de Golders Green, em Londres, Inglaterra.