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Cinema / Séries

Star Wars: The Last Jedi review – finalmente, o lado cinzento da Força

ExpertFnac
Por ExpertFnac
Em 14/12/2017
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Star Wars: The Last Jedi review – finalmente, o lado cinzento da Força

 

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Rian Johnson entrega uma visão muito singular do épico galático, questionando o que nunca fora questionado (nos filmes). Star Wars: The Last Jedi conta com performances incríveis – talvez o melhor momento da carreira de Mark Hamill (Luke Skywalker) –, um enredo complexo e mais do que luz e escuridão, uma Força muito cinzenta. 

Se viste os trailers podes ler esta review… Não falamos de nada que não tenha já sido revelado.

The Last Jedi é, provavelmente, o Star Wars mais difícil de analisar por ser tão único e tão diferente dos convencionalismos a que estes filmes há 30 anos nos habituam. O lado da Luz e o lado Negro… Rebeldes bonzinhos que querem liberdade… Stormtroopers quadrados que recebem inocentes com blasters… Force Awakens já tinha levantado reticências a alguns pilares da saga – por exemplo com Finn, um Stormtrooper com o nome de código FN2187 que acaba por se rebelar contra as amarras da First Order –, mas The Last Jedi imerge nessas reticências, levantando questões que acabam por quebrar o preto no branco. Sim, Rian Johnson cria um novo lado da Força – o lado cinzento.

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Vamos ao plot: a Resistência, liderada por uma sábia Leia (Carrie Fisher, a quem a Disney dedica este filme), tenta escapar da colossal perseguição da First Order, enquanto Rey (Daisy Ridley) tenta convencer Luke Skywalker a ensinar-lhe o caminho para a Luz. Mas a Força de Luke está instável, bem como as suas percepções do que é a coisa certa a fazer – aliás, o primeiro teaser deste filme confirma precisamente isso: aquele plano majestoso de Luke em contra luz – completamente manchado de negro – não engana, e as suas palavras nesse momento também não: “I only know one truth, it is time for the Jedi to end.” 

Apesar das fantásticas críticas – The Last Jedi é já considerado por muitos o melhor episódio desde The Empire Strikes Back – é um filme que dificilmente agradará a todos os fãs. Rian Johnson põe de parte as declaradas homenagens aos filmes originais – um aspeto que J.J. Abrams trouxe muito para Force Awakens – e dedica-se completamente à sua visão deste universo e destas personagens, uma visão que gerou polémica desde o início, com o próprio Mark Hamill a ser apanhado de surpresa pela direção que o realizador e argumentista tinha para a sua personagem. Contudo, haverá seguramente momentos que ficarão para sempre na memória dos espetadores… E isso leva-nos ao último ponto: a realização.

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Independentemente de tudo o resto, este filme é belíssimo. Há algo muito especial na forma como Johnson capta este universo, um feeling oriental, uma presença quase etérea que une as personagens principais. Há espaço para piadas, emoção e medo… Muito medo, o que é quase um milagre nos tempos que correm. Qual foi a última vez que temeram pelas personagens num blockbuster desta dimensão? O normal é que os momentos de tensão passem despercebidos porque toda a gente sabe que os heróis não morrem, mas há algo na câmara de Johnson que não nos permitir repousar... 

A banda sonora é incrível, John Williams a ser John Williams, bem como a fotografia, e há momentos de gloriosas performances. Adam Driver (Kylo Ren) é um dos mais promissores atores da sua geração… Ren está altamente dividido e há uma atenção brutal ao detalhe da sua caracterização, desde o lightsaber que parece rasgar o ar com cada movimento – um aspeto que rima muito bem com uma personalidade tão volátil – à cicatriz que mais parece uma racha, espelhando alguém literalmente quebrado.

Oiçam o que ouvirem, leiam o que lerem, não percam a oportunidade de ver Star Wars: The Last Jedi num ecrã gigantesco. 

Podem encontrar tudo sobre o universo Star Wars aqui.

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Anónimo

Em 18/12/2017

O filme têm demasiada comédia, chega em certos momentos a roçar o ridículo a que filmes da Disney (como piratas das caraíbas) já no habito-ou. Resumidamente o caminho que a história segue é interessante mas a maneira como esta é contada peca por demasiada infantilidade.

Anónimo

Em 14/12/2017

Boa, o tipo que escreveu a review percebe disto. Parabéns!