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Tens medo de apresentações orais? Temos 5 dicas para ti

ExpertFnac
Por ExpertFnac
Em 01/09/2017
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Tens medo de apresentações orais? Temos 5 dicas para ti

 

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Para muitos, é um bicho de sete cabeças. Apresentações orais são geralmente vistas como um desafio desenhado para te colocar em cheque e com um elevadíssimo nível de pressão, pois estão todos a olhar para ti como abutres aguardando ansiosamente pelo momento que te verão falhar, certo? Não é preciso dramatizar. Ficam algumas dicas para arrasares na próxima apresentação.

 

 

5. Fala devagar


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“Isso é fácil dizer”, estás tu a pensar. Quando somos o centro das atenções, principalmente sob avaliação, a única coisa que pensamos é na forma mais rápida de sair dali para fora, e no caso das apresentações orais, é fácil pensares que quanto mais depressa falares, mais depressa tudo acaba. Nem sempre.

 

A ansiedade faz com que fales mais depressa do que a tua capacidade de raciocinar, o que provavelmente levará a tropeções, palavras engasgadas e frases inacabadas. Pior do que isso, os nervos vão-se notar, tu vais notar que as pessoas estão a notar e será um descalabro. Se falares devagar, com pausas estratégicas, conseguirás dizer tudo o que queres, no tempo estipulado e criar um efeito completamente diferente na audiência – as pessoas vão entender-te, perceber que estás à vontade, não dispersarão e os teus silêncios (o quais podes também aproveitar para reorganizar o teu raciocínio) pontuarão na perfeição o que for dito.

 

Esta calma fará com que o teu discurso saia mais fluido e sem os clássicos “hmmmm”, “aaaaahmmm”, “tipo”. Além de ficares com um discurso mais limpo, isto obrigar-te-á a pensar antes de falar – acredita, dá jeito.

 

 

4. Contacto visual

 

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Muito importante. Podes focar-te num ponto acima da cabeça das pessoas, pois parecerá que estás a olhar diretamente para elas – só que não. Vai trocando de ‘alvos’, para não dares a ideia de que estás a falar apenas para uma secção da sala. Isto tem um efeito brutal na atenção da audiência.

 

Em apresentações orais é comum dares por ti a falar para o boneco, porque as pessoas dispersam, porque têm sono ou porque simplesmente não conseguiste cativar a sua atenção. O contacto visual ajudar-te-á a manter as pessoas interessadas, porque com isso criarás a ilusão de que estás a falar para aquela pessoa.

 

Isto pode parecer difícil, e ainda mais se já estiveres nervoso, mas com prática vais-te habituar e sentir-te-ás muito mais ouvido.

 

 

3. Atenção à linguagem não-verbal


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Os teus gestos são sempre um complemento daquilo que dizes. A tua postura e os gestos que fazes com as mãos são os principais agentes da imagem subconsciente que a audiência está a formar de ti. A ênfase que dás a um ponto, a convicção com que afirmas outro, a reticência que deixas a fervilhar com uma questão… tudo isto tem uma influência direta na perceção da audiência.

 

É importante que domines tiques nervosos e gesticulações das quais não tens total perceção, pois tias gestos podem denunciar a tua ansiedade ou ser uma forma de distração para a audiência. Situações como meteres uma mão no bolso, brincares com o cabelo, abanares os joelhos... Se conseguires erradicar estes tiques e transformá-los numa coreografia gestual para gerar um efeito dramático, serás muito mais cativante.

 

 

2. Não memorizes conteúdo, memoriza conceitos

 

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É um dos erros mais comuns nas apresentações orais. Receias esquecer-te de alguma coisa e passas horas a ler e reler o que vais dizer até memorizares tudo, palavra por palavra. Isso é um bilhete só de ida para o fracasso. Com este método é muito mais fácil esqueceres-te de alguma coisa e entrares em pânico por algo não soar exatamente igual àquilo que repetiste vezes sem conta no dia anterior às 3h da manhã – e quando dás por ela, percebes que a palavra que te faltava era um adjetivo.

 

A memorização do texto vai sempre passar a ideia de que tens o texto decorado – isso não vai cair bem na avaliação (pelo menos se tiveres professores competentes). Em vez disso, memoriza conceitos, criando pontos centrais pelos quais o teu raciocínio terá de passar – histórias, exemplos, palavras-chave. Esta abordagem trará flexibilidade ao teu discurso, se te esqueceres de alguma coisa conseguirás mais facilmente chegar ao ponto seguinte, porque terás uma apresentação coerente que segue um fio condutor, não terás parágrafos soltos.

 

 

1. Interage


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Seguramente um dos aspetos mais difíceis de concretizar, talvez porque tens de estar (ou pelo menos aparentar estar) 100% à vontade. Durante uma apresentação não deves ter medo de levantar questões, de pedir comentários, de fazer a audiência rir ou de contar histórias/fazer comparações para suavizar o ambiente – desde que haja um propósito claro e não fujas ao contexto em questão.

 

É comum que grandes oradores, como por exemplo Steve Jobs, parem para pedir comparações às pessoas, exemplos de situações/ideias que corroborem o que acabou de ser dito. Quando planeares a apresentação, pensa em momentos onde possas introduzir estes pequenos desafios.

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