Virginia Woolf

Virginia Woolf nasceu em Hyde Park Gate em 1882, num final de século vitoriano.
O seu pai era o crítico literário Sir Leslie Stephen. Virginia teve a sua primeira crise depressiva em 1904, aquando da morte do pai.
Mudou-se, em seguida, para a...
Ler Biografia
Virginia Woolf
Virginia Woolf nasceu em Hyde Park Gate em 1882, num final de século vitoriano.
O seu pai era o crítico literário Sir Leslie Stephen. Virginia teve a sua primeira crise depressiva em 1904, aquando da morte do pai.
Mudou-se, em seguida, para a casa do irmão Thoby e da irmã, a pintora Vanessa Bell, em Bloomsbury, onde estes se reuniam com outros escritores e artistas, incluindo Lytton Strachey, J. Maynard Keynes e Roger Fry. Essa foi a origem do célebre Bloomsbury Group. Entre os seus participantes estava também Leonard Woolf, com quem Virginia se casou em 1912. Cinco anos mais tarde, o casal fundou a Hogarth Press, que viria a publicar, além da própria Virginia Woolf, obras de T. S. Eliot, E. M. Forster e Katherine Mansfield, bem como traduções de Freud.
O primeiro romance de Virginia Woolf, A Viagem, foi editado em 1915, mas seria O Quarto de Jacob (1922) a suscitar o seu reconhecimento como uma escritora inovadora. Essa evolução seria confirmada em Mrs. Dalloway, onde a sua escrita captou a evanescente matéria da vida e as fugidias experiências de Clarissa, através de um tempo psicológico e reversível. «Insubstancializo em certa medida porque não tenho confiança na realidade, na sua mediocridade», escreveu no seu diário em junho de 1923, quando trabalhava em Mrs. Dalloway.
A sua abordagem modernista, caracterizada pelo uso da corrente de consciência e com ênfase na personagem e não no enredo, foi desenvolvida em Rumo ao Farol, nos monólogos de As Ondas, em Entre os Atos e em vários dos seus contos.
Virginia Woolf suicidou-se no rio Ouse a 28 de março de 1941, em plena II Guerra Mundial.
Tinha então quase sessenta anos, publicara nove romances, sete volumes de ensaios, duas biografias, um diário e vários contos.
Antes escrevera ao seu marido: «Tenho a certeza de que vou enlouquecer outra vez. E sinto-me incapaz de enfrentar de novo um desses terríveis períodos. Começo a ouvir vozes e não consigo concentrar-me (…). Se alguém pudesse salvar-me serias tu (…). Não posso destruir a tua vida por mais tempo.»
E, finalmente, uma frase inesperada, que retoma a que Terence diz a Rachel morta, em A Viagem, seu primeiro romance: «Não creio que dois seres pudessem ser mais felizes do que nós o fomos.»