Música em Vinil


Levantamento gratuito em loja
Levantamento gratuito em loja Na manhã do dia seguinte
Guitarra, Piano ou Mesa de Mistura
Guitarra, Piano ou Mesa de Mistura Encontre na Fnac o equipamento adequado
Concertos, Espectáculos, Festivais…
Concertos, Espectáculos, Festivais… Bilhetes à distância de um clique

Descubra todas os novidades e pré-vendas de música, o top  Fnac de música ou os novos talentos Fnac. Fã de música portuguesa, pop rock, metal, jazz, música clássica ou fado?  Encontre o género musical preferido no formato que mais convém: música em vinil, CD, DVD ou Blu Ray musical. Aproveite as campanhas de música e compre discos a preço de download.

Prefácio - Paulo Furtado

Quem me conhece sabe, e creio que quem conhece o meu trabalho também o saberá, que sou um homem que gosta de objetos. Gosto de livros, de guitarras, de filmes de super-8 e, claro, de discos. Especialmente de discos de vinil.

É curioso este novo entusiasmo que existe por este belo objeto de plástico preto, circular, que normalmente temos de retirar com as mãos e algum cuidado do interior de uma bolsa de plástico ou papel que ainda estará dentro de uma outra capa em cartão.

Depois de completadas as ações descritas no último parágrafo, ainda temos de ligar um gira-discos, levantar uma agulha, colocar o disco numa pequena plataforma, também circular, e, com mais cuidado ainda, pousar a agulha muito devagar em cima do círculo de plástico negro (ou de qualquer outra cor). Poucos segundos depois, podemos ouvir música. Sensivelmente 20 minutos depois, se for um longa-duração, temos de levantar novamente a agulha, virar o disco e pousá-la mais uma vez com muito cuidado em cima do disco, para ouvirmos o segundo lado.

Numa altura em que a vida tem alguma tendência a passar com uma velocidade cada vez mais alucinante, no momento da nossa história em que os humanos mais habitam o mundo virtual, como explicar que haja cada vez mais pessoas que procuram ouvir música de uma maneira aparentemente tão arcaica e que, de certa forma, nos exige tanto esforço? Provavelmente existirá uma resposta científica ou sociológica para esta pergunta, mas interessa-me uma resposta mais emocional, talvez ligada ao tato ou à visão ou até mesmo ao olfato. E à fruição.

Um disco em vinil é um objeto mágico, é algo que se vai começando a revelar por camadas. Manusear o cartão, sentir-lhe a espessura, analisar a qualidade da impressão, retirar o disco, avaliar o seu peso, será de 180 gramas ou apenas de 160, que bom, o inlay tem as letras, o artwork está perfeito para o conceito do álbum ou nem por isso, tanta coisa para usufruir e ainda nem sequer comecei a ouvir música. E quando o som chega e tudo faz sentido, o sentimento é de absoluto e completo deleite. É prazer, prazer muito forte.

Um disco em vinil é amor.

Amor aos artistas, ou à sua música. Ter um disco em vinil é como ter um bocadinho de um artista em casa, é real, é palpável, existe num mundo físico. Ouvi-lo é uma espécie de tempo só nosso com esse artista, ou mesmo um tempo coletivo que pode ser partilhado com amigos ou pessoas de quem gostamos e que também gostam desse artista.

É um tempo especial.

Eu faço música há muitos, muitos anos, desde 1990, creio. O primeiro momento em que achei que finalmente as coisas estavam a ficar reais foi quando recebi o vinil do meu primeiro disco como The Legendary Tigerman, um 10 polegadas lindo editado pela Munster Records, de Madrid. Ainda hoje, só sinto que os meus discos foram realmente editados quando os tenho em vinil, na mão, quando os cheiro e os ouço a rodar no prato.

O vinil voltou porque é ao mesmo tempo real e mágico, físico e onírico, e nos faz sentir especiais e únicos, e construímos com cada um deles uma relação que é só nossa.

Longa vida ao vinil!

A FEBRE DO ROCK e
A REVOLUÇÃO MUSICAL

50s

Quando Elvis Presley grava os seus primeiros hits, o mundo atravessa um período turbulento. O fim da Guerra da Coreia adensa a divisão entre Estados Unidos e União Soviética, marcando em definitivo o arranque da Guerra Fria.

Tem início a revolução tecnológica, com a propagação da televisão nas casas americanas, e a corrida ao espaço, com a criação da NASA e o lançamento do Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra.

Também a música conhece importantes desenvolvimentos, em particular graças ao contributo do homem a quem haveriam de chamar “Rei”. Com apenas onze anos, o pequeno Elvis Presley queria mesmo receber uma bicicleta, razão pela qual ficou tremendamente desapontado quando lhe ofereceram antes uma guitarra. Haveria, contudo, de se fazer valer deste instrumento, inspirando-se nas sonoridades afroamericanas da época para irromper como um tornado num mercado dominado por música mais conservadora. Começa assim a febre do rock e, talvez por consequência, dos discos de vinil.

60s

É esta a década dos boémios de espírito livre, dos protestos hippie, das manifestações a favor de um mundo mais justo. A década em que as mentalidades começam realmente a mudar, em que surgem os primeiros movimentos civis em prol dos direitos dos negros, dos homossexuais, das mulheres. A década em que Martin Luther King revela o seu sonho. A década em que Neil Armstrong dá um pequeno passo para um homem e um salto gigantesco para a humanidade, ao chegar à Lua a bordo do Apollo 11.

Mas é também a década da Guerra do Vietname. Do assassinato de John F. Kennedy. Do assassinato de Martin Luther King. De uma “quase-revolução” motivada por gigantescos protestos estudantis em França. De graves tensões internacionais.

No meio do caos destacam-se um quarteto de Liverpool a cantar pela paz. Em 1967, no primeiro evento transmitido ao vivo, via satélite, para todo o mundo, os Beatles apelam à união através de temas como “All You Need is Love”. O público suspira e intensifica-se a Beatlemania, mas também o rock psicadélico de nomes como Led Zeppelin, The Doors, The Who e Velvet Underground. Bob Dylan escreve como ninguém, Jimi Hendrix incendeia (literalmente) a sua guitarra e mais de 400 mil pessoas juntam-se para um inesquecível “festival de paz e música” – como se autointitulava – chamado Woodstock. É a revolução musical.

DESCOBRIR-60

DIVERSIDADE E
EXPERIMENTALISMO

70s

No rescaldo dos exageros da década de 1960, impera um certo pessimismo na década de 1970. Talvez devido à Guerra Fria, que não parece ter fim à vista. À crise do petróleo, que coloca em apuros a economia mundial. Ou ao escândalo de Watergate, que leva à inédita resignação de um presidente americano: Richard Nixon.

Talvez para equilibrar toda esta negritude, a música que se ouve nas rádios é particularmente animada. Ou não fosse esta década sinónimo de música disco. Mas nem só das batidas ritmadas, sintetizadores e bolas de luzes de bandas como os ABBA se fazem os anos 70. Quase ao mesmo tempo que o povo português renasce com a Revolução dos Cravos, os britânicos Queen surpreendem o mundo com uma inesquecível noite na ópera – é este o título seu quarto álbum –, na qual marca a diferença o transgressor e imensamente popular “Bohemian Rhapsody”.

O experimentalismo é mesmo a palavra de ordem desta época, com artistas como David Bowie, Kate Bush e Pink Floyd a testarem os limites da música popular. Nasce o movimento punk, com bandas como The Ramones e Sex Pistols à cabeça.

E o rock? Vai muito bem, obrigado. Especialmente com bandas como Blondie, Eagles e The Rolling Stones a dividir protagonismo com os mais “pesados” AC/DC, Motörhead e Black Sabbath.

Sem dúvida uma década de música para todos os gostos.

DESCOBRIR

A ERA DA
TECNOLOGIA

80s

De olhos postos no futuro. É assim que se damos entrada na célebre década de 1980. Uma década em que Ronald Reagan pede a Mikhail Gorbachev que derrube o Muro de Berlim, dando por encerrada a Guerra Fria. Em que o mundo para para ver o casamento de Carlos, príncipe de Gales, com Diana Spencer. Em que a MTV irrompe como um furacão na televisão americana, lançando uma nova era na música.

Apesar de tudo, se tivermos de descrever os anos 80 numa única palavra, essa palavra tem de ser “tecnologia”. É nesta década que se popularizam os computadores pessoais, as consolas de jogos, as cassetes de vídeo. O Walkman provoca uma autêntica revolução ao massificar a música portátil. E os discos de vinil começam a perder popularidade após a invenção do CD, que promete eliminar o ruído ao passar o som para digital.

Um grande ruído é aquilo que provoca a irreverência de Madonna que se lança para as tabelas de vendas depois de anos a vender donuts para suportar uma carreira como dançarina. É que esta é precisamente a década dos ídolos pop, com ícones como Michael Jackson, Prince e George Michael a ganhar autênticas legiões de fãs. Não que os roqueiros se possam queixar, ou não fossem estes os anos de ouro de bandas como Metallica, Iron Maiden e Guns N’ Roses.

DESCOBRIR

OS ANOS DA
FLANELA

90s

Chegamos aos anos 90 mais interessados na evolução tecnológica do que nas extravagâncias comportamentais dos anos 80. Acompanhamos a massificação da Internet. A propagação dos telemóveis. Dizemos adeus a Diana Spencer, num funeral ultramediático. Dizemos olá à Dolly, a primeira ovelha clonada. Damos também as boas-vindas a um novo género musical. Nascido em Seattle, nos Estados Unidos, o grunge surge como uma fusão de rock, punk e heavy metal, entrando nos corações de uma geração desiludida com a artificialidade da sociedade moderna.

Uma geração equipada com jeans e camisas de flanela aos quadrados.

Encabeçado por bandas como Nirvana e Pearl Jam, o género acaba por perder protagonismo após o suicídio do sempre carismático Kurt Cobain, em 1994. Felizmente, os anos 90 não se limitam ao grunge. Na verdade, o mundo da música permanece extremamente criativo e diversificado, com artistas como Björk, Portishead e Massive Attack a reinventarem estilos e sonoridades, nublando as linhas entre géneros e rejeitando rótulos ou categorizações. Também Nick Cave e Eric Clapton reinventam, pelo menos parcialmente, os respetivos estilos, aligeirando o ritmo sem perder lugar nos tops. E como esquecer o britpop dos Oasis, que até nos traz um ligeiro perfume de Beatles?

Vê o trailer em DESCOBRIR

RETORNO ÀS
ORIGENS

00s

O novo milénio arranca com um estrondo. Que é como quem diz com o ataque às Torres Gémeas, nos Estados Unidos, e com o presidente americano a declarar guerra ao terror.

Surge o euro e propagam-se as crises económicas. Na tecnologia, as novidades chegam à velocidade da luz. As redes deixam de ter fios, massificam-se os smartphones e o streaming revoluciona a forma como se ouve música.

Todo este modernismo não evita que alguns artistas optem por abraçar o caminho inverso e explorar a nostalgia. É o caso de Amy Winehouse, que rapidamente se torna um dos principais nomes da década com o seu jeito especial de abordar o jazz e a música soul. No entanto, tal como Kurt Cobain na década anterior, também Winehouse se deixa vencer pelos demónios e deixa-nos com apenas 27 anos.

O rock, esse, continua bem vivo, com bandas como Arctic Monkeys, Muse e Radiohead a reinventarem-no continuamente. Também estas bandas se decidem lançar em vinil à medida que o revivalismo destes objetos ganha força. Porque, por muito que o mundo evolua, a paixão pela música permanece intemporal.

DESCOBRIR

Guia do Vinil Fnac - Ainda a não perder

Pré-Vendas e Novidades Vinil

  • Pré-Vendas Vinil
  • Novidades Vinil

Gira-Discos & Acessórios

Edições de Colecionador Vinil

Vinil até 20€

Essenciais

Top Fnac Vinil

Conselhos dos Nossos Experts

Vais ser redirecionado para fora da fnac.pt

Ao clicar em "download" vais ser redireccionado para o site kobo.com onde poderás fazer download do título selecionado utilizando os dados de acesso da tua conta Fnac. Caso não tenhas uma conta Fnac, terás de criar uma conta em Kobo.com para usufruíres de todas as funcionalidades e vantagens Kobo.

Atenção Ocorreu um erro, por favor, tenta novamente mais tarde.