Carta de amor ao pesadelo
Judite Canha Fernandes
Estado :
Novo
Vendido por
País de expedição : Portugal Continental
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Resumo
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Este é um livro trespassado por violência, como a de um Dorian Gray despedaçando a tela do seu autoretrato, após a qual não sabemos “se ali começou ou terminou o pesadelo”. Regresso da tela de Judite a um poema de Mary Oliver que guardei nas minhas estantes, suspeitando, mais tarde, encontrar-lhe par e significado: “(…) mas apenas aqueles amantes que não escolheram de todo/e foram, como tal, escolhidos/por algo invisível/e poderoso e incontrolável/e belo e até possivelmente/inadequado —/apenas esses sabem do que falo/nesta...
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Carta de amor ao pesadelo
Resumo
Este é um livro trespassado por violência, como a de um Dorian Gray despedaçando a tela do seu autoretrato, após a qual não sabemos “se ali começou ou terminou o pesadelo”. Regresso da tela de Judite a um poema de Mary Oliver que guardei nas minhas estantes, suspeitando, mais tarde, encontrar-lhe par e significado: “(…) mas apenas aqueles amantes que não escolheram de todo/e foram, como tal, escolhidos/por algo invisível/e poderoso e incontrolável/e belo e até possivelmente/inadequado —/apenas esses sabem do que falo/nesta conversa sobre amor” (Felicidade. Mary Oliver, Flâneur, 2021). Belíssima maneira essa de ler o mundo que é a escrita, onde num poema se pode conter o infinito contraditório. Mas, se há uma diferença entre o mundo em que vivemos e o mundo em que queremos viver, ela não é meramente uma condição literária. Talvez não exista nada mais urgente do que, como sugere Ken Loach (Diálogo sobre arte e política. Orfeu Negro, 2008), inventarmos uma nova linguagem inteiramente ocupada a ser isso mesmo — uma em que, “cegos escavando a superfície do amor”, na nossa condição humana, todos nos possamos encontrar, como dizem os poemas de Judite. Um país de Alices “atirando crisálidas em poetas e contabilistas”, por oposição a um mundo onde “as grades andam a crescer mais do que as batatas/muito mais do que as batatas” — quem sabe as da Ana Luísa Amaral. Só essa linguagem pode abrir outras configurações de poder e da sua reprodução, inventar inéditos modelos de organização social e novos sujeitos políticos. E, quem sabe, até novas formas de amor.
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Carta de amor ao pesadelo
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Características
- Editora
-
Urutau
- Idiomas
-
Português Portugal
- Número de páginas
-
110
- Altura
-
17x13
- Peso
-
0.35
- Data de lançamento
-
01/01/2023
- EAN
-
9786559004843
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