Revista ESTANTE 5 livros de bolso para levares contigo nas férias
Por Estante FNACEm 14/07/2023
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De formato leve e compacto, os livros de bolso são os companheiros ideais para as tuas férias de verão. Descobre algumas das melhores histórias que podes levar para a praia, em viagem ou noutras aventuras.
Haverá melhor época do que o verão para "devorar" um belo pageturner – isto é, um livro empolgante, de leitura fácil e repleto de momentos de ação, cujo principal objetivo é entreter?
Nós achamos que não. E, felizmente, existem opções mais do que suficientes em edições de bolso para nos preencherem o verão inteiro.
Falamos de histórias tão viciantes como O Assalto (Daniel Silva), A Cidade Perdida (James Rollins) ou Os Homens Que Odeiam as Mulheres (Stieg Larsson).
Mas e se entregares o teu bolso a um dos maiores mestres contemporâneos do "pageturner", o americano Dan Brown?
Em Origem, o autor de O Código Da Vinci convida-nos a viajar até Espanha para uma aventura alucinante e cheia de suspense que envolve crimes, conspirações e uma intensa "batalha" entre ciência e religião. São mais de 700 páginas, mas lê-se num sopro.
Eis uma verdade que nem sempre gostamos de admitir: nós, leitores, somos por vezes um bocadinho sádicos.
Afeiçoamo-nos (muito) aos personagens que acompanhamos nas nossas leituras, mas, ao mesmo tempo, uma pequena parte de nós adora vê-los sofrer. Mais não seja para perceber como se conseguirão desenvencilhar das dificuldades.
Se te revês nestas palavras, provavelmente gostarás de histórias de catástrofe, centradas em grandes desastres – por vezes à escala global – que desabam sobre os personagens, forçando-os a agir (rápido) a fim de sobreviver.
É o caso de Código de Conduta, um thriller verdadeiramente frenético que envolve uma conspiração internacional com o objetivo de lançar um perigoso vírus no mundo.
A encabeçar a narrativa, guiando-nos ao longo da ação, está o agente de contraterrorismo Scot Harvath, protagonista habitual dos livros de Brad Thor.
Outros livros de bolso nos quais podes encontrar este tipo de dinâmica são o apocalíptico Cell: Chamada Para a Morte (Stephen King) ou o sinistramente familiar Pandemia (Robin Cook). Experimenta ler e diz-nos o que achaste.
Pode ser que aquilo que procuras ler nas férias não seja tanto uma ficção empolgante, mas sim uma história da vida real que te permita conhecer realidades distintas e aprender mais sobre o mundo.
Também neste género as opções "portáveis" são muitas – e de qualidade.
Queres saber mais sobre Calouste Gulbenkian, o empresário arménio que se tornou um dos maiores impulsionadores da cultura em Portugal? Lê O Homem Mais Rico do Mundo (Jonathan Conlin).
Queres conhecer a dramática história da iraquiana Nadia Murad, que, em 2014, foi sequestrada e escravizada pelo Estado Islâmico? Lê Eu Serei a Última (Nadia Murad).
Não deixes, contudo, que te passe ao lado Porque Escolhi Viver, um relato na primeira pessoa, escrito por Yeonmi Park, sobre a infância passada na Coreia do Norte e a eventual decisão de "desertar" do país, numa altura em que tinha 13 anos e pesava apenas 27 quilos.
"Ao longo do meu percurso, vi os horrores que os humanos podem infligir uns aos outros," escreve a autora, "mas testemunhei também atos de ternura, bondade e sacrifício nas piores circunstâncias imagináveis."
Uma história comovente que, por estranho que pareça, tem como ponto de viragem o conhecido filme Titanic.
Há qualquer coisa de especial num livro originalmente escrito na nossa língua, não achas? Uma fluidez e uma familiaridade na prosa que nos faz sentir "aconchegados".
Se, tal como nós, também adoras literatura lusófona e a queres levar contigo para todo o lado, temos para te sugerir vários clássicos de bolso que vais querer juntar o mais depressa possível à tua coleção.
Por exemplo, clássicos da literatura brasileira, como Gabriela, Cravo e Canela (Jorge Amado) e Dom Casmurro (Machado de Assis).
Ou clássicos da literatura africana, como Terra Sonâmbula (Mia Couto) e O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo (Germano Almeida).
E, é claro, não te poderão faltar os clássicos da literatura portuguesa, como O Prenúncio das Águas (Rosa Lobato de Faria), As Aventuras de João Sem Medo (José Gomes Ferreira) ou... qualquer dos primeiros livros publicados por António Lobo Antunes.
A sério. Escolhe qualquer um. Até pode ser ao acaso.
Nesta entrada, decidimos destacar Os Cus de Judas, mas poderíamos perfeitamente optar por Memória de Elefante. São histórias igualmente sólidas, ambas suportadas por elementos autobiográficos, que mostram o porquê de Lobo Antunes ser, há tantos anos, uma das grandes referências da literatura lusófona.
Seja qual for a tua preferência, vais ficar bem servido.
Adoras quando um livro te surpreende com reviravoltas constantes, culminando num plot twist que te deixa de queixo caído e a repensar tudo o que acabaste de ler?
Pois. Nós também.
E existem livros que reservam a surpresa mesmo para as últimas páginas, quando já nos mentalizámos de que a história terminou e nos preparamos para fechar o livro.
Esses deixam uma marca especial.
Lembramo-nos, por exemplo, de O Assassinato de Roger Ackroyd (Agatha Christie). Também temos um fraquinho por Objetos Cortantes (Gillian Flynn). No entanto, a nossa recomendação nesta categoria vai desta vez para Cara ou Coroa, de Jeffrey Archer.
Neste thriller político, com início nos anos 60, acompanhamos um jovem russo que é perseguido pelo KGB e obrigado a fugir da União Soviética. Quando se encontra nas docas, prestes a decidir para que país deve escapar, atira uma moeda ao ar.
A partir daí, acompanhamos duas vidas paralelas. O que aconteceria se tivesse ido para os Estados Unidos? E o que aconteceria se o seu destino tivesse sido a Grã-Bretanha?
Não revelamos mais, mas podemos garantir que será uma leitura cheia de surpresas.
Por Estante FNACEm 14/07/2021
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