Por Blog FNAC ExpertEm 02/04/2026
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És aquela pessoa que faz maratonas da saga O Senhor dos Anéis e de O Hobbit sempre que possível? Que começa pela prequela, com um mapa da Terra Média em punho e a mesma curiosidade da primeira vez? E que conhece todas as personagens que inspiraram narrativas paralelas? Convidamos-te a entrar no reino de fantasia deste escritor, professor e filólogo britânico, com berço na atual África do Sul.
Mesmo podendo ser lidos separadamente, deixamos-te com a ordem cronológica dos livros de J. R. R. Tolkien – que não corresponde, necessariamente, às datas de publicação:
Embora seja uma coletânea de histórias mais antigas, o ideal será que a leias primeiro, uma vez que te oferecem o contexto e a base mitológica para a total imersão no seu universo. Na verdade, este tomo narra a história da criação de Eä, o Universo, o início dos elfos, dos anões e dos homens, a luta contra Morgoth, o sábio Valar e Senhor das Trevas, e a busca pelas Silmarils, três jóias brilhantes criadas pelo elfo Fëanor que captam a luz imaculada. Parece-te um bom prenúncio para as restantes descobertas? Vamos a isso!
Considerada uma das mais românticas histórias de amor do universo de Tolkien, esta obra está repleta de criaturas malignas, de desafios, de tragédias e de triunfos, mostrando que nem sempre os obstáculos são intransponíveis – apenas requerem coragem. Beren, um homem mortal, apaixona-se por Lúthien, uma elfa imortal, mas terá de reagir a uma adversidade: a aprovação do pai dela, o poderoso rei elfo Thingol. Para provar o seu valor, Beren é desafiado a recuperar uma Silmaril, furtada por Morgoth. Alguns detalhes deste livro influenciaram eventos futuros e personagens de O Senhor dos Anéis.
Este é um relançamento em Portugal de uma narrativa trágica. A premissa? As desventuras de Túrin Turambar e da sua irmã Niënor, que acabam por se afastar. Húrin, o pai, é capturado e amaldiçoado por Morgoth, que declara guerra às terras e às cidades secretas dos elfos. O que acontecerá após o seu reencontro? Terás de ler o livro para descobrir.
Tal como o título indica, nestas páginas assistes à destruição de Gondolin, a poderosa cidade élfica do rei Turgon, provocada pelo exército de Morgoth, que continua a ser o representante supremo do mal. Mesmo parecendo inacessível, a sua gloriosa queda torna esta efabulação esmagadoramente impressionante. Esta foi uma edição póstuma, da responsabilidade do filho do autor, Christopher Tolkien, que reuniu os cadernos e as anotações que o pai deixou.
Apesar de os filmes terem estreado anos depois de O Senhor dos Anéis, este clássico do século XX é a sua prequela – e esta edição inclui mapas e ilustrações do escritor; e, através dela, consegues perceber a origem de tudo, nomeadamente a chegada do anel ao Shire e à família Baggins. Bilbo, tio de Frodo, é um hobbit que vive a sua vida de forma pacata e que, subitamente, assume um desafio inesperado, a pedido do feiticeiro Gandalf. Na companhia de treze anões, invade o tesouro velado por Smaug, um perigoso e altivo dragão, viaja rumo à Montanha Solitária, tem o seu primeiro encontro com a mesquinhez de Gollum e encontra o poderoso anel, forjado por Sauron, o novo Senhor das Trevas, que ditará o aparecimento de um período de sombras para todos.
A trilogia cinematográfica de Peter Jackson deu um rosto às criaturas oníricas do autor, formou legiões de fãs em todo o mundo, arrecadou vários Óscares (o desfecho recebeu, inclusive, 11 estatuetas, em 2003) e potenciou viagens regulares à Nova Zelândia, país que serviu de cenário às gravações dos filmes. Nesta odisseia, seguimos o simples e corajoso hobbit Frodo Baggins (há quem diga que é a personagem que mais reflete o espírito do autor), que vive no Shire e que é incumbido da missão de destruir o poderoso anel. Para garantir a destruição do seu domínio, conta com a poderosa ajuda de humanos, magos, elfos, anões e outros hobbits, numa aliança improvável.
No primeiro volume, assistes à criação da Irmandade do Anel, em que os seus membros são postos à prova face à subjação do anel, que vicia e corrompe, e ainda confrontados com os seus próprios processos internos. Quando se separam do resto do grupo, os hobbits Frodo, Sam, Pippin e Merry começam a adentrar em novas aventuras, em direção às Fendas da Condenação, de forma a impedir que a energia maligna prevaleça e continue a provocar a ruína dos reinos.
Por sua vez, em As Duas Torres, a equipa volta a fragmentar-se e Pippin e Merry são levados para longe de Frodo e Sam, que continuam na sua caminhada rumo à morada vulcânica de Sauron, que, a cada momento que passa, é cada vez mais consumido e atormentado pelo anel. E é, precisamente, neste volume que te deparas novamente com uma das personagens mais bizarras da história, Gollum, originalmente conhecido como Sméagol (interpretado, de forma irrepreensível, por Andy Serkis no grande ecrã), um hobbit do rio que sucumbiu ao mal. A páginas tantas, a obra ganha dimensão com as descrições de paisagens do autor e com a intensa batalha contra os orcs.
Para os leitores esta é, possivelmente, a obra mais completa e aquela que se centra nas ascensão de Aragorn, que se torna rei dos Reinos Reunificados de Gondor e Arnor, e na conclusão da sua feérica história de amor com Arwen. Neste último capítulo, os exércitos de Sauron estão cada vez mais poderosos, instaurando uma ambiência aterrorizante por onde quer que passam. Gollum torna também a jornada de Frodo e Sam cada vez mais desafiante, querendo, para si, o poder do anel. Mas será que este objeto cairá nas mãos erradas? Conseguirão estes pequenos seres salvar o mundo épico de J. R. R. Tolkien?
Uma das personagens que aparece mais vezes na sua obra é Gandalf, o Cinzento ou o Branco. Este feiticeiro é uma figura central, que desempenha um papel crucial em várias histórias, como O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Silmarillion. Gandalf é um dos Istari, os Maiar que foram enviados à Terra Média para combater os poderes do mal. A sua sabedoria, os seus sortilégios e o seu compromisso com a prevalência do bem torna-o num dos favoritos dos fãs.
Tolkien era um linguista habilidoso e criou várias línguas ficcionais para as suas narrativas: o Quenya e o Sindarin, idiomas élficos, foram desenvolvidos antes mesmo de começar a escrever as suas histórias.
A natureza era uma das suas musas. Adepto de caminhadas, levou essa contemplação para as suas páginas, evidenciando-a nas descrições detalhadas dos cenários das suas obras.
Da sua amizade com C. S. Lewis, nasceu o grupo Os Inklings, no qual compartilhavam e discutiam os enredos a que ambos davam vida.
Criou geografias e árvores genealógicas para as suas civilizações, denotando o seu interesse pelos detalhes mais minunciosos.
Esteve ao serviço na Primeira Guerra Mundial e marcou presença na Batalha do Somme. A sua experiência na guerra teve um impacto profundo na sua escrita, influenciando a forma como retratou as batalhas.
Apaixonado por contos de fadas desde a infância, procurou regastá-los em toda a sua obra.
Todos os Natais, enviava envelopes com remetente do Pólo Norte para os seus filhos, pincelando a sua infância de criatividade e de imaginação. Estas originais cartas foram reunidas na obra Cartas do Pai Natal.
O universo de J. R. R. Tolkien é um testemunho do poder da imaginação e da capacidade de criar mundos complexos e cativantes, que permanecerão na memória dos leitores para sempre.
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