A Alma Mortal e Suas Afecções. Uma Leitura do Timeu de Platão
Maria Gorette Bezerra de Lucena
Resumo
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O estudo examina a alma mortal e suas afecções (pathémata) no Timeu de Platão com o propósito de demonstrar que Platão amplia a noção de “morte” (thánatos), nesse diálogo, para explicar o “vínculo” (syndouménes) e a associação ou koinonía entre a alma mortal e o corpo. Platão transpõe a noção de “morte” para o campo de sua filosofia, de modo que por um lado, o atributo “mortal” indica a composição do corpo do homem e de todos os seres ditos físicos, visíveis e tangíveis: e ampara o estado de dissolução e corrupção destes...
A Alma Mortal e Suas Afecções. Uma Leitura do Timeu de...
Resumo
O estudo examina a alma mortal e suas afecções (pathémata) no Timeu de Platão com o propósito de demonstrar que Platão amplia a noção de “morte” (thánatos), nesse diálogo, para explicar o “vínculo” (syndouménes) e a associação ou koinonía entre a alma mortal e o corpo. Platão transpõe a noção de “morte” para o campo de sua filosofia, de modo que por um lado, o atributo “mortal” indica a composição do corpo do homem e de todos os seres ditos físicos, visíveis e tangíveis: e ampara o estado de dissolução e corrupção destes (Timeu 42e - 43a): e por outro lado, passa a indicar a intrínseca koinonía entre a forma de alma mortal e o corpo, ambos de naturezas distintas: o que nos fez inferir, que o atributo “mortal” (thnetón) não é usado por Platão para designar a “morte” do génos de alma mortal” (téns psychéns thnetòn génos, Timeu 69d-e): considerando sobretudo, que o filósofo não diz em nenhuma passagem do Timeu, que o eidos/génos de alma mortal é um ser elementar, portanto, de natureza “a fim” ao corpo e demais seres da phýsis.
Numa espécie de demiurgia divina e filosófica, Platão mescla aspectos anímicos e físicos e demonstra que a alma de eídos mortal está “encravada” no corpo (sôma), através da medula (myelós), ou seja, é na medu la que estão “ancorados” (ankurôn) os laços de toda a alma humana. Dessa maneira, a alma mortal “sente” e “vivifica” todos os órgãos e partes corpóreas e acolhe afecções (pathémata), originadas de sua união com sôma.
Numa espécie de demiurgia divina e filosófica, Platão mescla aspectos anímicos e físicos e demonstra que a alma de eídos mortal está “encravada” no corpo (sôma), através da medula (myelós), ou seja, é na medu la que estão “ancorados” (ankurôn) os laços de toda a alma humana. Dessa maneira, a alma mortal “sente” e “vivifica” todos os órgãos e partes corpóreas e acolhe afecções (pathémata), originadas de sua união com sôma.
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Características
- Editora
-
Liber Ars
- Idiomas
-
Português do Brasil
- EAN
-
9788594590145
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