A SOCIEDADE COMO FICÇÃO:<br> romance e interpretação social no Brasil do século XIX

Edison Bariani Junior

A SOCIEDADE COMO FICÇÃO:<br> romance e interpretação social no Brasil do século XIX - 1
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De Adorno a Ian Watt, de Auerbach a Octávio Paz, de Lukács a Antonio Cândido, de Eagleton a Gilberto Freyre, os mais notáveis e diligentes pensadores da área debruçam-se através dos tempos sobre a arte e a literatura, mais precisamente focalizando o “romance”, esmiuçando suas particularidades, examinando cuidadosamente suas nuances, averiguando e analisando com desvelo cada peculiaridade deste famigerado gênero literário da Era Moderna, o que propiciou aos nossos dias um sem-fim de teorias, doutrinas e proposições das mais...

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De Adorno a Ian Watt, de Auerbach a Octávio Paz, de Lukács a Antonio Cândido, de Eagleton a Gilberto Freyre, os mais notáveis e diligentes pensadores da área debruçam-se através dos tempos sobre a arte e a literatura, mais precisamente focalizando o “romance”, esmiuçando suas particularidades, examinando cuidadosamente suas nuances, averiguando e analisando com desvelo cada peculiaridade deste famigerado gênero literário da Era Moderna, o que propiciou aos nossos dias um sem-fim de teorias, doutrinas e proposições das mais variadas fontes, veredas e vertentes.

De Hannah Arendt a Aristóteles, de Ernst Bloch a Durkheim, de Hobbes a Kant, de Platão a Weber, de Sócrates a Hegel, por sua vez, as mentes mais prodigiosas da sociologia e da filosofia investigam, ao longo da história, o que convencionamos denominar “sociedade” ou “vida social”, explorando suas características mais intrínsecas e seus particularismos, embrenhando-se em árduos, espinhosos e tortuosos caminhos, no sentido de entendê-la e explicá-la, constituindo um farto e vistoso leque de possibilidades, um verdadeiro emaranhado de concepções, sentidos e juízos.

Em “A Sociedade como Ficção”, Edison Bariani lança-se corajosamente na hercúlea tarefa de confrontar e reformar o que se sabe sobre esses castelos geminados de uma vez por todas, edificações que se ergueram frente a frente e nos levaram (e levam) a uma série de grandes questões ao longo da história: a literatura é o espelho social de uma determinada época ou a sociedade é que alimenta-se em larga escala das contribuições literárias para o seu autoentendimento? Como o próprio autor propõe, temos aqui a audaciosa “tentativa de compreender perspectivas de sujeitos e ações sociais em termos de construção de estruturas racionais de intelecção da existência localizada, no intuito de extrapolar tais particularidades na elaboração de uma totalidade racional, que possa oferecer possibilidades de explicação da existência social, em grupo”, tentativa levada[...]
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Características

Editora

Editora Crv

Número de páginas

218

EAN

9788544418109

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