Ave Diadorim. Imagética da Mulher em Grande Sertão. Veredas
Lígia Regina Calado de Medeiros
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País de expedição : Brasil
Resumo
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Partindo de uma discussão que consiste em apontar, ainda que de forma breve, uma evolução teórico-referencial das fases da crítica do Grande Sertão: Veredas, este livro procura identificar, no conjunto das imagens veiculadas pelo romance, o que é (re)produzido no texto sobre a mulher Diadorim, a personagem tomada para apreciação neste estudo como elemento da poética de Rosa. Em Ave Diadorim – imagética da mulher em Grande Sertão: Veredas o interesse recai sobre a poesia que de Diadorim emana, por intermédio do que o...
Ave Diadorim. Imagética da Mulher em Grande Sertão. Veredas
Resumo
Partindo de uma discussão que consiste em apontar, ainda que de forma breve, uma evolução teórico-referencial das fases da crítica do Grande Sertão: Veredas, este livro procura identificar, no conjunto das imagens veiculadas pelo romance, o que é (re)produzido no texto sobre a mulher Diadorim, a personagem tomada para apreciação neste estudo como elemento da poética de Rosa. Em Ave Diadorim – imagética da mulher em Grande Sertão: Veredas o interesse recai sobre a poesia que de Diadorim emana, por intermédio do que o narrador Riobaldo vê. Nesse aspecto, o livro aponta que se estabelece no romance rosiano, para as representações sobre a mulher, um laboratório de criação que busca dialogar com os gêneros mais tradicionais do saber literário, como o épico e o lírico. Assim, por associação, é do poema de narrativa épica que se aproxima Diadorim quando cotejada pela ótica da donzela-guerreira, assim como se aproxima do modo de produção lírica, a arte de Rosa, quando na concepção da personagem poetizada pela insistência semântica das aves, com adequação bastante significativa de representação via metáforas (símbolos?) no romance. É por deleite, mas também por motivação pela descoberta da possibilidade amorosa entre os parceiros de jagunçagem - embora esse conhecimento lhe chegue tardio - que o narrador se faz ainda mais poeta da idealização. Deita sobre a heroína um olhar lírico-amoroso que reverbera em tudo que busca descrever: pássaros e paisagens do Grande Sertão. Cabe à jovem, no romance, constituir mediação dessa subjetividade, pois com ela, e somente ela, Riobaldo aprendera a apreciar as “belimbelezas” dos Gerais. Quando vista assim, em perspectiva mais amorosa, Diadorim é andorinha pelo sertão. É canto, é poesia, é ave em arribação. Relacionada ao épico, a Diadorim donzela-guerreira reúne em torno dela as contradições de uma representação, a gravitar entre a insurgência e um modelo de repetição. No que essa figuração em Grande Sertão: Veredas aparece reforçando[...]
Encadernação: Cama mole
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Características
- Editora
-
Appris
- Idiomas
-
Português do Brasil (PT-BR)
- Número de páginas
-
133
- EAN
-
9788547311490
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