O amor dos que sentem e pensam e riem... «aos que marcham nas trevas sem a luz interior.»

Cantos. (paulo josé de)

O amor dos que sentem e pensam e riem... «aos que marcham nas trevas sem a luz interior.» - 1
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Escól por Paulo de Cantos. Colectâneas Jôgo da Rosa. Composto e impresso na Tip. da Livr. Povoense. Póvoa de Varzim. Depósito - Av. da Boavista, 766 - Pôrto. 1925.
De 14x9,5 cm. Com 116, [i] págs. Brochado.
Exemplar por abrir, com falta da lombada e a última folha e a pasta posterior soltas.
Muito raro. A Biblioteca Nacional apenas tem um exemplar.
Obra que sintetiza a abordagem inovadora de Paulo de Cantos ao combinar tipografia, humor e citação lírica para explorar de forma lúdica e reflexiva as complexidades...

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Resumo

Escól por Paulo de Cantos. Colectâneas Jôgo da Rosa. Composto e impresso na Tip. da Livr. Povoense. Póvoa de Varzim. Depósito - Av. da Boavista, 766 - Pôrto. 1925.


De 14x9,5 cm. Com 116, [i] págs. Brochado.


Exemplar por abrir, com falta da lombada e a última folha e a pasta posterior soltas.


Muito raro. A Biblioteca Nacional apenas tem um exemplar.


Obra que sintetiza a abordagem inovadora de Paulo de Cantos ao combinar tipografia, humor e citação lírica para explorar de forma lúdica e reflexiva as complexidades do amor e da sedução. É um exemplo paradigmático da estética de Paulo de Cantos, muito importante para o estudo da tipografia modernista portuguesa.


«O Amor dos Que Sentem e Pensam e Riem» é uma coletânea de aforismos e citações líricas que se insere numa «Escól» que contém outros dois títulos: «Adão & Evas, Lda. Vestidos de Finíssimo Ar» e «Caso ou não Caso? EIS O CASO». Publicada entre 1922 e 25, funcionava como revista de imprensa cultural de temática “namoradeira”, uma edição agregadora de citações, como se fossem notícias de um jornal, semelhante aos princípios originadores do Reader’s Digest. Numa visão “suave” condimentada com algumas recolhas etnográficas, todos os três livros lidam com as problemáticas e indecisões do amor, da sedução e da consumação, recorrendo a autores como Cesário Verde, Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, e confrontando-os com o racionalismo taxonómico de Lineu, o empirismo de Newton, os silogismos de Lieh-Tseu e os indispensáveis ditados populares e crendices poveira. O formato de bolso sugere satiricamente um uso para referência rápida, como um guia, com uma encadernação de baixo custo e cobertura destacada.


Este livro sobressai pelo modo como Cantos procura organizar os assuntos propostos, começando pelo modo como manipula
os aspetos meta-textuais da página. O índice, os cabeçalhos e os títulos correntes, compõem frases e pequenos jogos de palavras, com duplos sentidos e paronomásias, reminiscentes dos Vers Figurés de Guillaume Apollinaire. Como um observador participante, um flâneur varzino, o seu principal propósito, a par da vulgarização, era juntar um compósito de referências apto
a ser usado por um conferencista hábil, ou por um Dandy namoradeiro a flirtar pelo passeio alegre nos serões sociais dos cafés da Póvoa.


Paulo José de Cantos (Lisboa, 1892 – Lisboa, 1979) foi editor, bibliófilo, pedagogo e tipógrafo amador com um lugar particular na modernidade artística em Portugal, tendo escrito, desenhado e editado freneticamente, entre 1920 e 1960, cerca de 70 títulos, entre livros, manuais didáticos e opúsculos.


Foi professor de liceu e autor de uma vasta obra editorial onde construiu um estilo explosivo e experimental. Os seus livros, embora em grande parte destinados a fins educacionais, transcendem a função de simples manuais escolares. A sua abordagem ao design gráfico combinava texto e imagem de forma inovadora, com ilustrações diagramáticas que não eram comuns nos materiais didáticos da época.

Cantos navegou entre as vanguardas artísticas do início do século XX e o modernismo pedagógico, influenciado por movimentos como o neoplasticismo e a Bauhaus. O seu trabalho introduziu a modernidade no design de livros em Portugal, utilizando uma linguagem visual marcada pela simplificação e racionalidade.


O reconhecimento da obra de Paulo de Cantos tem vindo a crescer significativamente desde a década de 1990, com a redescoberta do seu trabalho por designers, bibliófilos e académicos. O interesse pela sua produção tem sido impulsionado por exposições e estudos que destacam a sua inovação gráfica e pedagógica. Desde 2012, o atelier de design Barbara Says tem desempenhado um papel crucial na investigação e divulgação da sua obra, organizando iniciativas como as «Jornadas Cantianas» (2011-2013), que culminaram na publicação de «Livr-o-mem», e um arquivo online que reúne o a

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O amor dos que sentem e pensam e riem... «aos que marcham nas trevas sem a luz interior.»

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Características

Idiomas

Português

Número de páginas

116

Encadernação

Capa Mole / Paperback

Peso

47

EAN

3513162103894

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