Presentes 10 ideias de prendas para o Dia do Pai
Por Blog FNAC ExpertEm 13/03/2025
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Uns são generosos e inspiradores, outros nem tanto... Descobre alguns dos pais mais marcantes da literatura.

Na literatura, como na vida, existem pais que inspiram todas as pessoas que os rodeiam com a força das suas convicções. São, tipicamente, homens com um forte sentido de honra, que não se limitam a ficar na sombra. Levantam-se e fazem acontecer.
Referimo-nos a personagens como Ned Stark, em As Crónicas de Gelo e Fogo, ou o anónimo Pai no pós-apocalíptico A Estrada. No entanto, no mundo dos livros, talvez não haja um pai mais nobre e inspirador do que Atticus Finch em Mataram a Cotovia.
Neste clássico de Harper Lee, conhecemo-lo através da sua filha, que recorda a ocasião em que, num contexto bem complicado, o pai se chegou à frente para, corajosamente, defender em tribunal um homem negro acusado de violar uma mulher caucasiana.
Voltamos a encontrar Atticus Finch na prequela Vai e Põe Uma Sentinela. E não te esqueças: se preferires, o clássico original também está disponível em inglês: To Kill a Mockingbird.
Também existem pais literários que nos são apresentados como uma inesgotável fonte de entusiasmo. São bondosos, esforçados e, por muitos obstáculos que a vida lhes coloque no caminho, nunca deixam de estar disponíveis para apoiar os filhos.
Um bom exemplo deste tipo de pai é Bob Cratchit, o pobre desgraçado que apenas quer passar o Natal com a família em Um Cântico de Natal. Mas um exemplo ainda melhor será Arthur Weasley, o pai de Ron (e seis outras crianças) na saga de Harry Potter.
Arthur é um homem humilde que, embora trabalhe no Ministério da Magia, é fascinado pelos "não mágicos" muggles e um grande defensor da igualdade entre povos. Destaca-se ao longo de toda a história pelas suas ideias progressistas, lealdade e bom coração.
Certos pais literários têm um perfil um pouco mais... distante. Podem até parecer excessivamente frios ou indiferentes em relação às respetivas famílias. No entanto, quando olhamos mais de perto, percebemos que o afeto está lá. Apenas não o sabem demonstrar.
É o caso de Vladek Spiegelman, um velho neurótico, avarento, egocêntrico e até racista cuja personalidade, devidamente explorada pelo seu filho na banda desenhada Maus, se pode explicar parcialmente pelo seu passado em Auschwitz.
Outro personagem memorável nesta categoria é o Sr. Bennet, o pai de Lizzy (e mais quatro filhas) em Orgulho e Preconceito. Um homem descrito como "um misto tão extraordinário de petulância, sarcasmo, reserva e capricho que a experiência de 23 anos não bastara ainda para a mulher compreender o seu caráter".
A resignação do Sr. Bennet perante a vida, bem como o seu inegável apreço por Lizzy, dão-lhe uma certa piada que nos fica na memória bem depois de terminarmos o livro.
Nem todos os pais memoráveis da literatura são boas pessoas. Alguns são autênticos vilões, que fazem da manipulação uma rotina. O que não significa que não estimem as suas famílias ou que não queiram o melhor para os seus filhos.
Vito Corleone, o inesquecível líder da máfia no livro O Padrinho, será talvez o mais conhecido exemplo deste tipo de pai. Mas optamos por indicar outro nome: Tywin Lannister. Esse mesmo, o líder da Casa Lannister n’As Crónicas de Gelo e Fogo.
Tywin Lannister é um dos homens mais calculistas e impiedosos de Westeros, mas ninguém questiona a sua devoção aos filhos Cersei e Jaime – embora a mesma não se estenda ao seu outro filho, Tyrion. Um dos personagens mais complexos da saga de George R. R. Martin.
Certos livros dão-nos a conhecer personagens que, não obstante as boas intenções, falham redondamente no papel de pais. Muitos deles, inclusive, com consequências macabras.
Vejam-se os casos de Lear, em O Rei Lear. De Leland Palmer, em O Diário Secreto de Laura Palmer. De Louis Creed, em Samitério de Animais.
É, contudo, noutro romance de Stephen King que encontramos um dos mais memoráveis "maus pais" de todos os tempos: Jack Torrance.
No início de The Shining, Jack aparenta ser um homem perfeitamente normal. Admirável, até. No entanto, quando se isola com a mulher e o filho pequeno num velho hotel, por um período alargado, deixa que os demónios se apoderem dele e o resultado não pode ser pior. Se gostas de livros de terror, eis um clássico que tens mesmo de ler.
Para concluir esta nossa listagem, voltamo-nos para os pais não biológicos da literatura, que, embora não partilhem o sangue com os filhos, são figuras paternas ao nível de qualquer um dos exemplos anteriores.
Nesta categoria, alguns livros apresentam-nos pais relutantes, como Victor Frankenstein, em Frankenstein. Outros mostram-nos pais que apoiam de forma incessante as crianças pelas quais ficaram responsáveis, como Hans Hubermann, em A Rapariga que Roubava Livros, ou Jean Valjean, em Os Miseráveis.
Optamos, no entanto, por destacar um pai bem memorável dos contos de fadas – género no qual, tipicamente, as boas figuras paternas não abundam. O pai de Pinóquio. Geppetto.
Este velho carpinteiro queria tanto ter um filho que decidiu criar um a partir de um pedaço mágico de madeira. E, mesmo quando Pinóquio lhe começa a causar problemas com as suas diabruras, Geppetto não desiste dele e procura dar-lhe a melhor educação possível.
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Por ExpertFnacEm 02/02/2018
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